Depatri encerra 2020 com 90 prisões por flagrantes ou cumprimentos de decisões judiciais em SE

Unidade policial atua em investigações de crimes na internet, golpes e também latrocínios

Em 2020, o Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri) contabilizou 90 prisões entre detenções em flagrante e cumprimento de decisões judiciais. No ano passado, a unidade da Polícia Civil de Sergipe especializada em investigações de delitos no ambiente digital, golpes, fraudes e crimes de latrocínio – que tem como resultado a morte da vítima – também registrou o cumprimento de 540 cotas promotoriais, de 770 cartas precatórias.

Houve ainda 143 medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário, entre prisões preventivas e temporárias, quebra de sigilo bancário e sigilo fiscal, sequestro de bens e busca e apreensão.

A diretora do Depatri, delegada Viviane Pessoa, considerou como bastante positivo o resultado das ações e operações da unidade em 2020. “O departamento é composto pela Polícia Interestadual e por unidades como as delegacias de Delegacias de Repressão a Crimes Cibernéticos, Delegacia de Defraudações e Combate à Pirataria. Em 2020, conseguimos realizar diversas operações policiais e conseguimos números excelentes, com as prisões de golpistas, fraudadores e latrocidas”, destacou.

Viviane Pessoa ressaltou que o resultado positivo obtido pela unidade passa pelo aprimoramento das ferramentas de investigação e pela habilidade técnica da equipe policial. “O Depatri abrange diversas áreas de investigação, como o crime cibernético, que envolve alta tecnologia e criminosos com grande expertise e os crimes de latrocínio, em que se perde a vida por conta de uma tentativa de roubo. Esse trabalho exige um conhecimento aprofundado, ferramentas policiais avançadas e equipes com grande técnica”, revelou.

Dentre as ações de maior ênfase no Depatri, conforme mencionou a delegada, esteve a operação que resultou na prisão de um hacker. A ação policial é fruto da intensificação de investigações de crimes praticados na internet. “Houve um crescimento muito grande dos crimes na internet. O Depatri vem se especializando com o estudo rotineiro das nossas equipes policiais para que acompanhem as novas ferramentas. Com isso, temos conseguido avançar nas investigações”, acrescentou.

Operações

As ações policiais deflagradas pelo Depatri também contaram com a participação da Divisão

de Inteligência (Dipol) e do Laboratório de Tecnologia da Polícia Civil. As principais operações foram a Remissão, como resultado da investigação sobre um esquema praticado por um grupo criminoso que atuava com ligações para famílias de presos oferecendo o acompanhamento dos internos em audiência de custódia; e a Torpedo, que apurou golpes contra correntistas de bancos por meio de links falsos em mensagens.

O Depatri também fez investigações que resultaram na operação Império, que foi fruto da apuração de fraudes bancárias e também contra o seguro DPVAT. Houve também as ações deflagradas a partir das investigações dos latrocínios de um caseiro, em São Cristóvão, com duas prisões, e do dono de um lava a jato, em Nossa Senhora do Socorro, com três prisões. 

O departamento também elucidou o caso do homicídio e ocultação de cadáver de uma mulher que desapareceu em São Cristóvão. A investigação resultou em quatro prisões. A unidade policial também deflagrou ações policiais que resultaram em prisões nas cidades de Cariacica (ES) e Feira de Santana (BA), além da Paraíba.

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