Governo de Sergipe disponibiliza quase R$ 1 milhão para aquisição de insulina

O investimento foi apenas no mês de julho, oriundo com recursos do próprio estado. Até o final do ano, mais R$ 12 milhões devem ser aplicados para o mesmo fim

Mediante esforços do Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES), despesas de alto custo, mantidas em benefício dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) portadores de doenças crônicas e degenerativas, chegaram a gerar, somente no mês de junho, investimentos de até 975 mil reais para aquisição de insulinas, usadas no controle da glicose no sangue de pacientes diabéticos.

Esse investimento, gerado com recursos próprios do Estado, pretende chegar a 12 milhões de reais até o final do ano, 20% a mais numa comparação com o que foi investido na aquisição de insulina em 2016. Além disso, esses pacientes podem dispor de medicamentos, órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção no Centro de Atenção à Saúde (Case), localizado no bairro Capucho.

O Governo de Sergipe ainda disponibiliza, por meio do Case, medicamentos para asma, fórmulas para pacientes com alergia alimentar, e medicamentos para os que possuem doenças pulmonares obstrutivas crônicas, a exemplo do tiotrópio spiriva para uma fase do tratamento, com duração de 30 dias. Além dos medicamentos custeados em sua totalidade pelo Governo de Sergipe, o Case ainda disponibiliza medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde (MS) e outros que são custeados mediante recurso federal e estadual.

Bolsa convexa

Toda a entrega de materiais é realizada em concordância ao Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas, conforme a portaria nº 1554, de 30 de julho de 2013, ou seja, para serem atendidos pelo Case os pacientes precisam estar enquadrados nas linhas de cuidados definidas pelo MS. O Case é regido por protocolo, em conformidade com o Ministério da Saúde. Existem materiais que não constam em portaria, a exemplo da bolsa convexa modular. Porém, de acordo com protocolo, o Centro dispõe, com quantitativo em dia, bolsas de colostomia, urostomia e ostomia. Essas últimas, por sua vez, em diversos tamanhos, cujo kit liberado gratuitamente custa até 460 reais no mercado farmacêutico e compreende 15 placas (fixador) mais 30 bolsas.

Segundo a farmacêutica do Case, Taís Andreza Costa, o Centro ainda disponibiliza, gratuitamente, aos usuários do SUS medicamentos usados para tratamento da hepatite C, cujo tratamento dura até 24 semanas e garante mais de 90% de chances de cura. Juntos, os três medicamentos custam, em média, no mercado farmacêutico, 180 mil reais e representam o que há de mais moderno no tratamento desse tipo de hepatite.

“Pacientes com síndrome de Guillain-Barré, doença rara que afeta os nervos periféricos e da espinha dorsal, recebem gratuitamente no Case a imunoglobulina. Há, inclusive, pacientes que levam 30 desses medicamentos, a fim de que realizem o tratamento completo. Nesses casos, ao obter o diagnóstico, o mesmo precisa fazer uso dessa medicação em até 72 horas. Outro exemplo é o betainterferona, usado para pacientes com esclerose múltipla e doenças degenerativas, cuja caixa possui até 30 seringas, e também é disponibilizada gratuitamente pelo Centro”, acrescentou a farmacêutica.

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