Emília  faz discurso combativo à violência contra mulher

Na linha de frente da luta em defesa dos direitos das mulheres, a vereadora e defensora pública Emília Corrêa (Patriota), usou a Tribuna da Câmara de Vereadores de Aracaju nesta quarta-feira, 15, para cobrar ações que combatam com eficiência a violência contra mulher, após mais uma sergipana ser assassinada pelo marido, desta vez no município de Tobias Barreto.
“Mais uma mulher foi assassinada em Sergipe, por violência doméstica, mais um feminicídio registrado. Mais uma sergipana violentada pelo marido, que já havia cometido atos de violência contra uma outra companheira, ou seja, já não era a primeira vez. É por isso, que essa questão da violência contra a mulher precisa ser olhada com um cuidado maior, não só pelo lado da mulher que é violentada que precisa sim ser protegida e incentivada sempre a denunciar, mas também é preciso que o agressor além de ser punido, seja tratado, não pode ser considerado normal que homens continuem violentando mulheres”, afirmou.
Um levantamento da Coordenadoria de Estatísticas e Análise Criminal (Ceacrim) da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE) aponta que 19 mulheres foram assassinadas entre janeiro e abril deste ano em todo o Estado, e 64 no ano passado, além de aproximadamente 3 mil casos registrados de violência doméstica, assédio, agressão e injúria apenas em Aracaju.
E nesse sentido, a parlamentar lembrou das meninas em situação de rua, nos semáforos da capital. “De modo geral, Sergipe está repleto de violência. E aqui eu preciso chamar atenção desta Casa, para um assunto que muito me preocupa que são meninas de dez a cinco anos de idade, todas elas vulneráveis ali nos semáforos. Crianças expostas ao risco da violência sexual que certamente quando grávidas serão apresentadas como solução o aborto, não cuidam dessas meninas, não as protegem e depois lhes dão como única solução tirar a vida que está sendo gerada. É preciso que a gente faça alguma coisas para salvar a vida das mulheres”, concluiu.
Ascom
Foto: César de Oliveira

Comente: