Destaques dos principais jornais do Brasil

23 de julho de 2018

O Globo

 

Manchete: País só vai superar a recessão em 2020, prevê FGV

Retomada da economia será a mais lenta desde 1980

Problemas fiscais, incerteza política, cenário externo e efeitos da greve dos caminhoneiros travam expansão

A economia brasileira ainda levará dois anos e meio, até o fim de 2020, para voltar ao patamar anterior à recessão vivida entre 2014 e 2016, totalizando quatro anos de recuperação. Será a retomada mais lenta entre todas as crises que encolheram o Produto Interno Bruto (PIB) desde os anos 1980. A conclusão é de um estudo inédito da FGV, que alerta: o prazo pode se estender se a confiança de empresários e consumidores seguir baixa devido à incerteza eleitoral, ao déficit fiscal, à guerra comercial no mundo e a episódios como a greve dos caminhoneiros. (PÁGINA 15)

Sob fogo amigo, Bolsonaro vira candidato

Ao oficializar sua candidatura à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro ouviu críticas de Janaína Paschoal, convidada por ele para ser sua vice. “Reflitam se nós não estamos correndo o risco de fazer um PT ao contrário”, disparou a advogada, ao atacar o que chamou de “pensamento único” dos seguidores do deputado. Sem a confirmação de Janaína, que ao GLOBO disse que não aceitará ser uma vice decorativa, o PSL tem até o dia 5 de agosto para anunciar a chapa. Num discurso recheado de acenos aos militares e citações bíblicas, Bolsonaro afirmou que não é um “salvador da pátria”, embora encare a candidatura como “missão”. O evento foi marcado por críticas ao centrão, que anunciou apoio ao tucano Geraldo Alckmin, mas contou com a presença de dois representantes do bloco. (PÁGINA 3)

BERNARDO M. FRANCO

Clima de idolatria e pregações anticomunistas marcam a convenção de Bolsonaro. (PÁGINA 3)

Josué Gomes, o vice dos sonhos gerais

Dado como nome certo para vice de Geraldo Alckmin, o empresário mineiro Josué Gomes, que circula com discrição entre diversos grupos políticos, tem o desafio de pôr de lado sua relação afetiva com Lula, de quem seu pai, José Alencar, foi vice-presidente. (PÁGINA 4)

Crivella corta em serviços básicos

Levantamento mostra que a prefeitura enxugou o orçamento na manutenção de ruas, escolas e hospitais, mas poupou a gestão da máquina. (PÁGINA 6)

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O Estado de S. Paulo

 

Manchete: Aumento do risco jurídico trava investimento no País

Decisões contraditórias em várias esferas crescem em período pré-eleitoral e põem empresas em alerta

Decisões contraditórias de governo federal, Congresso e Judiciário estão afetando o investimento em infraestrutura no País. Empresas alegam que concessões e outros serviços têm sido prejudicados por mudanças de regras, feitas muitas vezes sem apuro técnico. A Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) mapeou 20 exemplos de risco jurídico em diferentes áreas, incluindo rodovias, energia, saneamento, portos e aeroportos, e enviou a lista aos candidatos à Presidência da República como um alerta ao próximo governo. Para a entidade, a proximidade das eleições e a fragilidade da gestão Michel Temer elevam essa insegurança. “O fato de não termos um governo articulado reforça a hipertrofia de outros órgãos”, afirma o presidente da Abdib, Venilton Tadini, lembrando que o momento pré-eleitoral reforça essa tendência. “É um trem fantasma. A cada esquina tomamos um novo susto.” Para o diretor de políticas e estratégias da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Augusto Fernandes, a percepção de risco jurídico amplia os custos das negociações empresariais. Ele cita o caso do tabelamento do frete, adotado em resposta à greve dos caminhoneiros. “Isso vai gerar inúmeras batalhas jurídicas”, prevê. (ECONOMIA / PÁGS. B1 e B3)

Bolsonaro se diz ‘escolhido’ e tem saia-justa com Janaína

Oficializado candidato do PSL ao Planalto em convenção esvaziada de políticos, o deputado Jair Bolsonaro tentou minimizar a falta de alianças criticando acordos de adversários. Chamou o Centrão, que apoia Geraldo Alckmin (PSDB), de “escória” e se classificou como “patinho feio” da política. Cotada para vice, a advogada Janaína Paschoal causou saia-justa ao dizer que, sem diálogo e aliados, haveria dificuldade para governar. Bolsonaro afirmou não ser “salvador da pátria”, mas um “escolhido”. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Reforma em Cuba propõe volta da propriedade

Projeto de reforma constitucional de Cuba, que será submetido a consulta popular a partir de agosto, elimina referência ao comunismo, institui o cargo de primeiro-ministro e reconhece mercado e propriedade privada – eliminada após a Revolução de 1959. (INTERNACIONAL / PÁG. A11)

Militares preparam plano de transição para saída do Rio

A intervenção federal no Rio deve ir até 31 de dezembro, mas militares já preparam um plano de transição. As propostas incluem alteração da rotina policial, readaptação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e pacote de segurança turística. (METRÓPOLE / PÁG. A13)

‘Eleger presidente autoritário é risco à democracia’

Presidentes autoritários eleitos pelo povo estão matando democracias, diz o cientista político Steven Levitsky. “Os EUA falharam em 2016 e espero que o Brasil consiga evitar isso.” (POLÍTICA / PÁG. A6)

1 em 6 congressistas gasta cota com doador (POLÍTICA / PÁG. A8)

 

Consulta a INSS agora tem hora marcada (ECONOMIA / PÁG. B8)

 

Cida Damasco

Para o eleitorado fica difícil, quase impossível, identificar para onde vai cada candidato. (ECONOMIA / PÁG. B4)

Notas & Informações

Pensamento mágico

Para os adeptos do pensamento mágico, aceitar a realidade econômica viola a Constituição. (PÁG. A3)

Resíduos de um abuso

Boas notícias começam a aparecer nos preços pagos pelas famílias, mas é melhor, por enquanto, controlar o otimismo. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

 

Manchete: Candidato, Bolsonaro minimiza isolamento

Deputado chama centrão de ‘escória’ afirma contar com apoio popular e que é ‘patinho feio’ da política

O deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), 63, oficializou ontem sua candidatura à Presidência da República minimizando a importância de alianças formais e criticando acordos já realizados por seus adversários na disputa. Ele se referiu como “escória” ao centrão, grupo de partidos formado por DEM, PP, SD, PR, que se aliou a Geraldo Alckmin (PSDB) na corrida presidencial. Em seu discurso, classificou- se como o “patinho feio” no meio político e disse não estar isolado, ao contar tanto com apoio popular quanto de deputados federais de siglas que acabaram não se aliando formalmente à sua candidatura. “Nós temos que fazer esse Brasil grande. Para fazer esse time campeão, o seu chefe não pode estar devendo nada para partido político nenhum”, afirmou. Apesar das críticas, Bolsonaro tentou negociar a vaga de vice em sua chapa com o PR de Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão. Com menções a Deus, família e ataques à esquerda, ele repetiu vários chavões de discursos anteriores. Cotada para a vaga de vice na chapa de Bolsonaro, a advogada Janaína Paschoal fez críticas aos seguidores do presidenciável por quererem, segundo ela, “ouvir um discurso inteiramente uniformizado”. (Poder A4)

Leandro Narloch

Eleitor do deputado encarna desilusão com o PT e ódio à nova esquerda (Poder A4)

Separada dos filhos nos EUA, brasileira relata reencontro

A brasileira Jaena Silva de Miranda, 45, ficou separada durante 44 dias de seus três filhos depois de tentar entrar ilegalmente nos Estados Unidos atravessando, pelo deserto, a fronteira com o México. “A hora em que tiraram meus filhos, tiraram tudo de mim”, conta a Estelita Hass Carazzai. “Eu não faria de novo”. (Mundo A11)

Celso Rocha de Barros

Leilão do centrão ensinou algo a todos candidatos

O leilão do centrão foi instrutivo, e cada candidato aprendeu alguma coisa. Nos próximos meses, descobriremos se tempo de TV, estrutura partidária e dinheiro continuam funcionando do mesmo jeito em 20l8. (Poder A6)

Em meio a decisões controversas, ANS vive crise interna

Além de tomar decisões controversas sobre o custo dos planos de saúde, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) vive crise interna e de imagem potencializada por loteamento de cargos e acusações de atender a interesses privados. (Cotidiano B3)

Editorial

Sobre apuração de propina a conselheiro do TCE-SP. (Opinião A2)

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