Destaques dos principais jornais do Brasil

24 de abril de 2018

O Globo

 

Manchete: Joesley amplia delações e eleva pressão nos partidos

Dono da JBS apresenta novos documentos para comprovar acusações

Executivo começa a detalhar pagamentos feitos a políticos, boa parte em caixa dois

Depois de ter abalado o cenário político com delações que envolveram o presidente Michel Temer e integrantes de todos os campos ideológicos, o dono da JBS, Joesley Batista, vem apresentando à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República mais documentos sobre os pagamentos feitos aos partidos ao longo dos anos. Joesley vai detalhar os 32 anexos complementares apresentados à PGR, que reforçam as acusações de sua delação inicial, homologada em maio de 2017, e trazem mais informações sobre os acertos com políticos e seus operadores financeiros. Dois ex-governadores estão na mira. (PÁGINA 3)

Lula deixa petistas ‘à vontade’ na eleição

Em carta lida ontem pela senadora Gleisi Hoffmann, o ex-presidente Lula, que está inelegível, liberou o PT “para tomar qualquer decisão” sobre a candidatura para a Presidência. A Justiça negou pedido de visita a Lula na prisão feito pela ex-presidente Dilma e pelo pré-candidato Ciro Gomes. (PDT). (PÁGINA 4)

Lei trabalhista enfrenta impasse

Medida provisória que alterava pontos polêmicos da reforma perde validade. Na semana que vem, STF julgará pagamento de custas por trabalhador. (PÁGINA 17)

Falsa ambulância levava maconha à Rocinha

Corregedoria vai investigar oito PMs da UPP que teriam ficado com cerca de 50kg da droga destinada ao tráfico (PÁGINA 9)

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O Estado de S. Paulo

 

Manchete: Dólar sobe e instabilidade deve continuar até eleição

Moeda americana subiu 1,19% e fechou o dia a R$ 3,45. É a maior cotação desde 2 de dezembro de 2016

A incerteza com as eleições de outubro e a perspectiva de aumento dos juros nos EUA já provocam volatilidade no mercado de câmbio, o que deve se acentuar nos próximos meses com o desenrolar da corrida eleitoral mais incerta dos últimos anos no Brasil. Ontem, o cenário externo fez o dólar se valorizar em relação às moedas de países emergentes. Ante o real, o dólar à vista subiu 1,19%, fechando a R$ 3,4497. É a maior cotação desde 2 de dezembro de 2016. Um ambiente de maior instabilidade do câmbio é ruim para a economia e prejudica tanto o planejamento de empresas exportadoras e importadoras como de quem, por exemplo, planeja viajar para o exterior. Hoje, o temor é de aumento da inflação americana e, em seguida, a necessidade de o Fed (banco central dos EUA) segurar os preços com uma alta maior dos juros, atualmente entre 1,5% e 1,75%. No ambiente interno do País, um processo eleitoral conturbado tende a deixar o câmbio mais volátil, afirmam analistas. (ECONOMIA / PÁGS. B1 e B3)

Articulação do Planalto põe Skaf em alerta

O Planalto voltou a cogitar a formação de chapa unificada de centro para a disputa presidencial. A articulação MDB-PSDB em torno de Geraldo Alckmin passaria por acordo similar em SP. Com isso, Paulo Skaf (MDB), adversário de João Doria (PSDB), decidiu antecipar o lançamento de sua pré-candidatura. (POLÍTICA / PÁG. A4)

MP vence sem alterar reforma trabalhista

Venceu ontem a medida provisória que ajustava pontos da reforma trabalhista como o trabalho insalubre de grávidas e a quarentena do trabalhador intermitente. Agora, o governo estuda como fazer eventuais mudanças na lei. Se não houver definição, casos terão de ser definidos na Justiça do Trabalho. (ECONOMIA / PÁG. B5)

Foto-legenda: Dilma barrada

A ex-presidente Dilma Rousseff (à dir.) e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann (de camiseta vermelha), foram barradas ao tentar visitar o ex-presidente Lula na prisão em Curitiba. Em carta, ele afirma que o PT pode ‘ficar à vontade para tomar qualquer decisão’ sobre a eleição. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Suicídios assustam pais e geram reflexão em escolas

A morte de dois alunos do ensino médio de um colégio na zona sul de SP em pouco mais de dez dias tomou as redes sociais, assustou pais e estudantes e levou a escola a realizar rodas de conversa com as turmas para discutir o assunto. Outros dois casos, em duas instituições diferentes, também acenderam o alerta em educadores. Para especialistas, falar sobre suicídio ajuda a acolher e identificar jovens vulneráveis. Dados do Ministério da Saúde mostram que casos na faixa etária entre 15 e 19 anos vêm crescendo, e o suicídio já é a segunda causa de morte no mundo. (METRÓPOLE / PÁG. A12 )

Eleito no Paraguai terá de fazer aliança

O partido Colorado perdeu duas cadeiras no Senado e, com isso, o conservador Mario Abdo Benítez terá de negociar aliança com a oposição para implementar seu programa nacionalista. (INTERNACIONAL / PÁG. A9)

Colunistas

Eliane Cantanhêde

Suspeita-se que decisão do STF sobre Demóstenes Torres possa abrir caminho para outros políticos que estejam inelegíveis. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Ana Carla Abrão

Sem o projeto de lei que fará acontecer o cadastro positivo, estaremos reafirmando nossa opção pelo atraso. (ECONOMIA / PÁG. B3)

Notas & Informações

O nó do funcionalismo

Reavaliação do papel do Estado inclui discutir o tamanho e a remuneração do corpo de funcionários públicos e questionar a necessidade de constituir estatais. (PÁG. A3)

As agências ainda ameaçadas

Elas são alvo de políticos interessados em ampliar sua influência no aparelho estatal. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

 

Manchete: Foro especial beneficia mais de 58 mil no país

Em cargos federais, 6.181 autoridades têm tratamento diferenciado na Justiça

A legislação brasileira garante a prerrogativa de foro especial a pelo menos 58.660 pessoas, aponta levantamento feito pela Folha. Autoridades que ocupam mais de 40 tipos de cargos na administração pública têm, atualmente, direito a tratamento diferenciado na Justiça. Ações que as envolvem são enviadas diretamente a instâncias superiores. Sob responsabilidade do STF, ficam, por exemplo, o presidente e membros do Congresso. Governadores e desembargadores têm seus processos levados diretamente ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). Alguns estados estendem o tratamento a comandantes de polícia e bombeiros, titulares de empresas públicas e vereadores. São Paulo é o que possui o maior número de pessoas com foro (7.231), seguido pela Bahia (6.852). São 6.181 os ocupantes de cargos federais beneficiados. A restrição do foro está sendo discutida no Supremo e na Câmara. No STF, a análise da ação que limita o alcance da prerrogativa para deputados federais e senadores deve ser concluída em 2 de maio. Oito dos 11 ministros já votaram favoravelmente à restrição. (Poder A6)

Falta de recursos faz o BNDES vender mais e comprar menos

Diante da falta de recursos do Tesouro, o BNDES passou a vender participações em empresas — e comprar menos ações no mercado. Desde 2015, os desinvestimentos do banco somam R$ 20,5 bilhões. Os investimentos de 2015 a 2017 foram de R$2,8 bilhões. (Mercado A15)

Inquérito contra Alckmin pode ser usado na Lava Jato

O inquérito contra o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), enviado à Justiça Eleitoral, ainda pode subsidiar investigações da Lava Jato, caso haja indícios de crimes, diz Thiago Lacerda Nobre, procurador à frente da força-tarefa paulista da operação. (Poder A8)

Mercado Aberto

Desemprego trava avanço de novidade da reforma na CLT

Introduzido pela reforma trabalhista, o pacto entre empregador e trabalhador demissionário permite pagamento de multa rescisória menor e saque de 80% do FGTS. (Mercado A16)

Para economista, pesquisa do Ipea tropeça em limites

Ernesto Martins Faria, especialista em educação, diz que estudo do Ipea que relaciona a inclusão de filosofia e sociologia no ensino médio à piora dos alunos em matemática é questionável. “Analisaram dados da base do Enem, que é problemática.” (Cotidiano B2)

Seca inédita já dura seis anos e pode se tornar regra no sertão nordestino

Coqueiral na cidade de sousa, na Paraíba; 2º capítulo da série ‘Crise do Clima’ mostra que cresceu o consenso de que o aquecimento global contribui para estiagem no sertão (Ambiente B6)

Editoriais

Combater o crime

Acerca de propostas para a segurança pública

Velho e novo no Paraguai

Sobre a eleição de conservador no país vizinho (Opinião A4)

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