Destaques dos principais jornais do Brasil

 

14 de janeiro de 2018

O Globo

Manchete : Um país que insiste em maus exemplos no topo

De delegado preso a juiz sem isenção, os absurdos de autoridades públicas

Os casos do diretor do Detran de Minas Gerais que somava 120 pontos na carteira de motorista e da indicada a ministra do Trabalho Cristiane Brasil, que teve uma dívida trabalhista quitada por uma assessora, não são isolados. Os dois têm a companhia de outras autoridades do poder público, como o delegado federal preso por extorquir dinheiro de políticos, o juiz interessado no próprio caso de grilagem, o secretário suspeito de remunerar empregados com verba de gabinete e o agente da PF condenado por contrabando. Para especialistas, há uma “naturalização” de práticas não republicanas e um afrouxamento da ética. Além disso, o Estado se tornou “objeto de negociação”. (PÁGINA 3)

 

Valença tem três mortes sob suspeita

A prefeitura de Valença diz que três pessoas morreram com suspeita de febre amarela. Em Teresópolis, postos ficaram lotados após morte. (PÁGINA 12)

Cinco histórias de uma rebelião

Bermuda, boné, correntinha de prata, celular. Foi o roubo de objetos como esses que levou à prisão cinco dos nove mortos decapitados ou carbonizados na rebelião de 1º de janeiro, em Goiás. O governo do estado atribuiu a rebelião a uma guerra entre facções. Nos processos dos cinco, não consta o envolvimento com grupos criminosos, revela VINICIUS SASSINE. São casos como o de David Borges, de 19 anos, que, simulando ter uma faca, roubou um celular em ônibus para comprar crack. As histórias indicam que, se houve aproximação com facções, foi dentro dos presídios. (PÁGINA 4)

Tiroteio deixa 4 mortos e fecha zoo

Uma operação no Morro da Mangueira terminou com quatro suspeitos mortos e três PMs feridos. O zoológico, que fica perto da comunidade, teve de ser fechado ao meio-dia.

Mais uma grávida baleada

Gestante deu à luz após levar um tiro em Belford Roxo. Ela e o bebê estão internados em estado grave. (PÁGINA 13)

Mulheres no trabalho – No caminho da ascensão, o assédio

Executivas brasileiras relatam as barreiras causadas pelo assédio no trabalho. E mulheres falam dos limites entre cantada e assédio. (PÁGINAS 30, 31 e 38)

 

Transgêneros no esporte geram debate (PÁGINA 42)


Colunistas

MERVAL PEREIRA

Forçar crise ou indicar substituto, um possível dilema petista. (PÁGINA 4)

MÍRIAM LEITÃO

Temer insiste em nome impróprio para o Trabalho. (PÁGINA 28)

LAURO JARDIM

Marcelo Odebrecht centra fogo em seus desafetos na construtora. (PÁGINA 2)

ASCÂNIO SELEME

O que a pequena Varre-Sai indica sobre a necessidade de reforma política. (PÁGINA 5)

ELIO GASPARI

Pedir tropa para o carnaval é tão estapafúrdio como pedir folia sem bebidas. (PÁGINA 6)

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O Estado de S. Paulo

Manchete : Homens têm 72% das mil melhores notas do Enem

Mulheres são maioria entre candidatos, mas, para analistas, têm desempenho afetado por fatores sociais e culturais

As mulheres são maioria entre os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mas os homens respondem por 72% das mil melhores notas. Matemática e Ciências da Natureza (Física, Química e Biologia) são as áreas que puxam para cima o desempenho dos meninos, informam Renata Cafardo e Luiz Fernando Toledo. Levantamento do Estado mostra também disparidade entre raças: mulheres negras são a maior parte dos inscritos, mas representam só 6% das notas mais altas, enquanto homens brancos, 15% dos candidatos, respondem por metade dos melhores desempenhos. Os resultados se invertem na prova de redação, em que meninas são donas de 70% das melhores avaliações. Para especialistas, o pior desempenho das mulheres começa a se desenhar na primeira infância, quando os meninos ganham jogos que estimulam o raciocínio e elas, bonecas. (METRÓPOLE / PÁGS. A12 e A13)

Formação dos pais

Mais de 70% dos pais dos alunos que estão entre as mil melhores notas do Enem têm ensino superior completo ou são pós-graduados. A maioria mora em grandes cidades e 25% das famílias têm renda superior a R$ 17,6 mil. (PÁG. A13)

Governo não cumpre meta do Minha Casa Minha Vida

O governo federal fechou contrato para construção de 23 mil moradias para famílias que ganham até R$ 1,8 mil, faixa mais pobre do Minha Casa Minha Vida. Isso representa apenas 13,5% da meta estipulada de 170 mil em 2017. A meta geral também foi descumprida: foram contratadas 442,2 mil das 610 mil unidades prometidas. Ministério culpa contingenciamentos. (ECONOMIA / PÁG. B1)

Em campanha, Bolsonaro gasta 39% mais com passagem

O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), em pré-campanha pela Presidência, gastou R$ 362 mil com passagens pagas pela Câmara de 2015 a 2017, 39% mais do que os R$ 261 mil gastos nos quatro anos anteriores. Em uma das viagens, por exemplo, ele falou a eleitores, deu entrevistas e até citou a intenção de ser presidente. As viagens são para trocar experiências, diz ele. (POLÍTICA / PÁG. A4)

As histórias da turma que vai julgar Lula (POLÍTICA / PÁG. A6)


Pedro S. Malan

Um ano crucial

2018 será crucial para o Brasil e para seu futuro, não apenas para o próximo quadriênio. (ESPAÇO ABERTO / PÁG. A2)

Roberto Rodrigues

Aperitivo delicioso

Censo Agropecuário mostrará mudanças que acontecem no campo, profunda e rapidamente. (ECONOMIA / PÁG. B3)

Eliane Cantanhêde

Um leão por dia

Temer consome boa parte de seu tempo com decisões de juízes, do MP e até da PF. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Notas&Informações

A conta do Estado do bem-estar

A Previdência, que estimula aposentadorias precoces e privilegia a elite do funcionalismo, drena os recursos que deveriam financiar necessidades sociais. (PÁG. A3)

O PT sob o peso de sua história

Se a legenda não se emendar, a Lei da Ficha Limpa seguirá atormentando sua agenda. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Privatizações renderiam até R$ 500 bi a governos

Análise considera retirada hipotética de União e Estados de 168 estatais

Em meio ao contexto de grave crise fiscal no país, a União e os Estados poderiam obter entre R$ 400 bilhões e R$ 500 bilhões se retirassem sua participação de 168 empresas públicas e suas 109 subsidiárias. A análise foi feita pela consultoria Roland Berger. Do potencial identificado de arrecadação, 71%estariam concentrados na União, e 29%, nos Estados. O cenário do estudo é hipotético, já que parte considerável do valor se refere a privatizações hoje não cogitadas, casos da Caixa, Banco do Brasil e Petrobras. Segundo Antonio Bernardo, presidente da consultoria no Brasil, o objetivo é mostrar o potencial máximo para que o Estado reduza participação no mercado. Concessões ou abertura gradual do capital são alternativas à venda total das empresas, ele afirma. Sérgio Lazzarini, professor do Insper, defende que seja feita análise caso a caso: “Há estatais boas. Se o objetivo é melhorar, é preciso separar o joio do trigo”. Pesquisa do Datafolha no fim de 2017 mostrou que 70% dos brasileiros são contra privatizações. (Mercado a15)

Batalha contraa corrupção requer terapia de choque

A corrupção incide diretamente ao subtrair recursos destinados a melhorar o bem estar, mas seu veneno indireto é mais letal. Ao semear descrédito, desestimula negócios e investimentos que sem ela ocorreriam, escreve Vinicius Mota. Terapias de choque, como a Mãos Limpas na Itália e a Lava Jato no Brasil, parecem ter efeitos positivos duradouros. (ilustríssima pág. 6)

William Waack

Há racismo no Brasil, mas eu não sou racista

Piadas podem ser a manifestação irrefletida de um histórico de discriminação. Mas é erro grave tomar um gracejo circunstanciado, mesmo infeliz, como expressão de um pensamento. Até porque não se poderia tomar um pensamento verdadeiramente racista como piada. (opinião a3)

Editoriais

Leia “Segunda divisão”, acerca de rebaixamento da nota de crédito do país, e “Vil papel”, sobre estudos para reduzir a circulação de dinheiro em espécie. (Opinião a2)

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