Termoelétrica de Sergipe recebe três turbinas da GE

O empreendimento inclui, além da usina termoelétrica, uma Linha de Transmissão e Instalações Offshore, que contemplam uma unidade de armazenamento e regaseificação GNL e gasoduto. Para viabilizar o projeto, a Celse assinou, em abril deste ano, os contratos de financiamento com bancos e organismos multilaterais

A diversidade energética de Sergipe foi destaque na revista Época, de circulação nacional.  O site da revista noticiou a chegada das três turbinas a gás 7HA ao Complexo Termoelétrico Porto de Sergipe I, projeto da Celse – Centrais Elétricas de Sergipe, na cidade de Barra dos Coqueiros, e entrevistou o presidente da Celse, Pedro Litsek. Maior investimento privado no estado, em torno de R$ 5 bilhões, a termoelétrica está prevista para entrar em plena operação em janeiro de 2020, e terá a capacidade de gerar 1,5 mil megawatts de energia elétrica. Para dimensionar o empreendimento deve-se assinalar que a UTE Porto de Sergipe poderá sozinha atender a 15% da demanda de toda a região Nordeste. Quando consolidado, é um projeto que equivale à usina de Xingó.

O empreendimento inclui, além da usina termoelétrica, uma Linha de Transmissão e Instalações Offshore, que contemplam uma unidade de armazenamento e regaseificação GNL e gasoduto. Para viabilizar o projeto, a CELSE assinou, em abril deste ano, os contratos de financiamento com bancos e organismos multilaterais.

A turbina a gás 7HA é a primeira do gênero a chegar ao Brasil e, para o desenvolvimento dessa tecnologia, a GE investiu quase US$ 2 bilhões. Além disso, as turbinas 7HA são movidas à gás natural e trazem níveis de poluição 90% menores do que as usinas que operam a diesel.

Confira abaixo entrevista:

1 – As obras de construção da Usina Termelétrica Porto de Sergipe I, da Celse, estão na metade e, agora, recebem seus principais equipamentos: as três turbinas a gás GE 7HA. Qual é o esquema montado para receber o chamado “coração” da usina? Não deve ser uma logística muito fácil de ser realizada.

A obra com essa complexidade e com este rigoroso cronograma de entrega tem que ser impecável na logística em todas as etapas. No nosso contrato, a GE é responsável pela construção da Usina e pelo fornecimento das turbinas, portanto coordenará esse processo logístico de recebimento dos equipamentos. O transporte foi feito até Sergipe em um navio, posteriormente as turbinas foram colocadas em barcaças que seguiram até o rio Pomonga. Desta localidade as turbinas seguem via rodoviária até a usina, numa operação que deve durar algumas semanas.

2 – Quais são as principais vantagens (ou diferenciais) da mais eficiente usina termelétrica do Brasil? Até porque trata-se do maior investimento privado já feito em Sergipe, no valor de R$ 5 bilhões.

Quanto mais eficiente a usina, maior sua competitividade num processo de leilão de energia. Para a Celse, foi muito importante poder contar com as turbinas da GE, pois quanto maior a sua eficiência, menor o custo variável da usina (CVU). E quanto menor o CVU, mais garantia física o projeto tem. Para o Brasil, é importante ter usinas eficientes, pois quanto mais “barata” a geração, menor a conta de luz para os brasileiros.

No caso do Nordeste, não há apenas o tema de custo da energia, há o tema da segurança energética. Nessa região há grande intermitência na geração por conta das eólicas e da presença cada vez maior das solares. A Celse contribuirá de forma importante para a segurança energética do Brasil, e particularmente do Nordeste: são 1500 MW de energia firme injetados no sistema interligado. Com isso reduz-se o risco e blecaute e o stress nos sistemas de transmissão entre o Nordeste e outras regiões do Brasil.

O projeto também traz uma grande vantagem do ponto de vista ambiental. O GNL (gás natural liquefeito) é uma opção muito mais limpa que o diesel, óleo combustível e o carvão, usados hoje em centenas de termoelétricas antigas instaladas no País. Com GNL, as emissões de gás carbônico caem cerca de 90%, se comparado com as termoelétricas a diesel.

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