Reunião discute situação hídrica para primeiro trimestre de 2022

Comitê prevê índice pluviométrico acima da média

O ano de 2022 deve chegar com abundância de chuvas em Sergipe. A notícia foi divulgada em reunião realizada pelos órgãos do Governo do Estado com profissionais dos órgãos públicos, que avaliam os níveis dos reservatórios monitorados no Estado. O encontro, que ocorreu na Superintendência Especial de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (Serhma), foi para discutir estratégias para o gerenciamento dos Recursos Hídricos, mediante as previsões climáticas e meteorológicas para os três primeiros meses do ano.

No encontro, um olhar voltado para a situação hídrica e meteorológica do estado. O debate foi entre profissionais dos órgãos públicos, que avaliaram os níveis dos reservatórios monitorados no Estado, e discutiram as estratégias para o gerenciamento dos Recursos Hídricos, mediante as previsões climáticas e meteorológicas para os meses de janeiro, fevereiro e março.

O superintendente especial da Serhma, Ailton Rocha, ressaltou que as chuvas que ocorreram em grande escala no último mês foram positivas para a Agricultura do estado. “A quantidade de volume de água que já deu o ar da graça e ainda virá, será melhor para a Agricultura, para que os agricultores possam aproveitar a terra úmida para o plantio e com isso fazer a economia melhorar em torno disso”, explicou.

Para o mês de janeiro, o alto índice de chuva deve continuar em alguns territórios de Sergipe. Janeiro será de chuvas acima da média e em torno da média. Para fevereiro, a previsão é de chuvas na média ou abaixo da médica histórica para o período. Para o mês de março, a meteorologia prevê chuva dentro da média, perto da média climatológica. As médias pluviométricas do Estado são de 40mm, 55mm e 85mm para os meses de janeiro, fevereiro e março respectivamente, ao fim do verão espera-se que as regiões do Alto e Médio Sertão, Agreste Central e Centro Sul Sergipanos apresentem quantidades de chuva acima da média, enquanto as demais podem registrar índices em tono da média histórica.

De acordo com análises do membro da Coordenadoria de Meteorologia e Mudanças Climáticas da Serhma, Josielton Santos, essa é uma condição principalmente de fatores oceânicos em função do fenômeno La Niña, vindo do Oceano Pacífico, e do aquecimento do Oceano Atlântico que, combinados, favorecem a chegada de chuvas aqui para o nosso estado. “Para a recuperação do volume dos reservatórios, principalmente os do Agreste que estão em estado de atenção e alerta, a perspectiva é otimista para que essas chuvas venham amenizar, tanto a situação de seca quanto a situação de abastecimento. Porém, a gente deve analisar isso de forma cautelosa, porque ainda não estamos no nosso período chuvoso, quando a gente fala de chuvas acima da média ou abaixo da média, a gente tem que entender que a média, o volume total esperado, ele é discreto, não é muita coisa, praticamente cerca de 15% a 20% do volume total anual”, explica.

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