Novas empresas e setor agropecuário devem impulsionar geração de empregos

agroSergipe registrou, no mês de agosto, saldo positivo de geração de empregos. O estado foi um dos nove da federação que obtiveram esse índice, por obter um saldo de 722 empregos formais. A informação é dada através do Radar do Emprego de Sergipe, material divulgado mensalmente pelo Observatório de Sergipe, instituição vinculada à Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag).

O resultado do mês de agosto foi impulsionado pelas contratações do setor de serviços, que criou 1.225 novas vagas. Os subsetores de serviços que mais geraram emprego foram: comércio e administração de imóveis, valores mobiliários e serviços técnicos; serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção, redação; ensino e serviços médicos, e transportes e comunicações. Houve retração apenas em instituições de crédito.

“Foram gerados 722 empregos a mais na economia sergipana. Com a exceção do setor financeiro, todas as demais atividades de serviços criaram emprego no mês de agosto, o que é uma notícia muito positiva no atual cenário de crise da economia brasileira. A atividade líder na geração de emprego no mês foi a de serviços técnicos, que abrange a atividade de serviços prestados a empresas. Mas os setores de educação, saúde e de alimentação fora do lar também contribuíram para o resultado positivo”, explica o assessor para Assuntos Econômicos do Governo, professor Ricardo Lacerda.

O estudo destaca também que dos dez grandes municípios, o melhor resultado ficou com o município de Aracaju, que gerou 1.144 empregos formais.

O professor Ricardo Lacerda falou da expectativa para geração de empregos em 2015, que pode fechar o ano com saldo positivo, impulsionado, sobretudo, pela abertura de vagas das empresas Saint Gobain, em Estância, e Ferreira Costa, em Aracaju.

“O empenho é para que Sergipe encerre o ano de 2015 com saldo positivo. Poucos estados conseguirão realizar tal proeza em um ano de muitas dificuldades econômicas. A entrada em operação da Saint Gobain e abertura da Ferreira Costa deverão proporcionar, entre empregos diretos e indiretos, mais de mil ocupações. Apostamos também na recuperação parcial do setor sucroalcooleiro que passou aqui no nosso estado por dificuldades de ordem empresarial e societária. Superadas essas dificuldades, o setor da cana-de-açúcar poderá gerar um grande número de empregos, a partir de setembro e outubro quando reinicia o novo ciclo produtivo. Há essa expectativa, para que nos próximos meses o setor agropecuário inicie um processo massivo de contratação na atividade sucroalcooleiro”, diz Lacerda.

Segundo o assessor para Assuntos Econômicos do Governo, a situação de chuva neste ano está melhor do que em anos anteriores o que também é positivo. “O preço do etanol, principalmente, começa a ser tornar competitivo em relação a gasolina, que teve fortes aumentos. É possível que os consumidores começam a trocar a gasolina por etanol o que estimularia muito o crescimento do setor”.

Outro fator que pode impulsionar a geração de empregos até o final do ano é a possível retomado do comércio nos próximos meses, com a aproximação do fim do ano. “Mesmo em uma conjuntura muito adversa, o Governo de Sergipe vem trabalhando para atrair empresas para o estado. A Saint Gobain e a Ferreira Costa são exemplos de frutos desse trabalho. Temos expectativas que novas empresas investirão em Sergipe tão logo o cenário nacional volte a ser positivo”, conclui o professor.

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