Governo investe em alternativas para minimizar os efeitos da seca

Em algumas cidades o fornecimento de água tem sido feito em forma de revezamento e também há a distribuição de caixas d’água que suprem a demanda de abastecimento das comunidades

A forte estiagem que castiga diversos estados nordestinos motivou a realização de um seminário, nesta segunda-feira (11), na capital sergipana. O evento, organizado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Sedurbs), por meio da Superintendência Estadual de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente, reuniu diversas entidades públicas estaduais e municipais para apresentar a real situação enfrentada por Sergipe e quais as ações desenvolvidas pelo Governo do Estado para minimizar os seus efeitos.

O Monitor de Secas, de acordo com o superintendente de Recurso Hídricos, Ailton Rocha, é um mecanismo de acompanhamento que facilita a tradução das informações fortalecendo as medidas de monitoramento, previsão e alerta precoce. “Nosso relatório aponta que a situação de seca se intensificou principalmente na porção semiárida, assim como na região agreste”, informa.

Essa situação, conforme dados apresentados durante seminário, é reflexo do baixo volume de chuva registrado até o final do mês de fevereiro. A problemática, ainda de acordo com o relatório, é influenciada diretamente pelo aquecimento que persiste com o estabelecimento do fenômeno El Niño. A previsão é que ele acabe no mês de julho deste ano.

“Cada estado criou os seus observadores e, aqui, nós inovamos com a criação da comissão técnico-científica, composta por professores da Universidade Federal de Sergipe, do Instituto Federal de Sergipe e da Embrapa, que confecciona um mapa da seca mensalmente. Com esses dados elaboramos o mapa geral contendo o monitor de seca relativo ao mês anterior”, explica.

Com esse mapa, Ailton informa que é possível saber as principais áreas afetadas, colocando o agreste e o semiárido num estado de seca extrema. “Isso quer dizer que não apenas a agricultura, mas a fauna e a flora também foram afetadas. A partir disso, desenvolvemos ações específicas para situações como essas, a exemplo de distribuição de caminhões-pipa e trabalhos de educação ambiental voltados à economia de água”, relata.

Além disso, em algumas cidades o fornecimento de água tem sido feito em forma de revezamento e também há a distribuição de caixas d’água que suprem a demanda de abastecimento das comunidades. Essas alternativas visam minimizar os efeitos da estiagem, possibilitando que a população não fique completamente desabastecida.

Durante a apresentação também foi exposto o mapa com o volume de chuva que será recebido pelo Estado nos próximos meses. Nele, é possível ver que até maio deste ano, a previsão é que apenas a região litorânea e parte do Baixo São Francisco terão ocorrência de chuvas significativas.

O seminário contou com a presença de representantes da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), Defesa Civil, Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) e da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e da Parnaíba (Codevasf).

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