Governo de Sergipe apresenta Plano de Contingência do coronavírus

O Governo do Estado realizou, na manhã desta segunda-feira, 10, conletiva de imprensa para falar sobre as recomendações do Ministério da Saúde (MS) em relação ao coronavírus, bem como apresentar o Plano de Contingência de Sergipe para um possível enfrentamento ao vírus que tem a transmissão concentrada na China e contaminou naquele país 40.235 pessoas, causando 909 óbitos até o fechamento desta matéria.

O secretário de Estado da Saúde, Valberto de Oliveira informou que a recomendação do Ministério da Saúde para os Estados é precaução e fortalecimento da vigilância nos âmbitos estadual e municipal em relação ao coronavírus.“Estivemos quarta e quinta-feira passadas em Brasília, quando participamos da assembleia do Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Saúde (Conass) e da reunião do Colegiado Interfederativo Tripartite (CIT), que contou com a presença do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Em ambas, a pauta foi coronavírus. Apresentamos nosso plano de contingência e ficamos satisfeitos em saber que se coaduna com as orientações do Ministério da Saúde”, disse Valberto de Oliveira.

O Plano de Contingência de Sergipe para o coronavírus foi produzido por um grupo de trabalho interno instituído pelo secretário, que contou com a participação de representantes da Anvisa e do Cosems. De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Mércia Feitosa, o plano alinha e orienta todos os profissionais de saúde da rede pública e privada, da Atenção Básica à Rede Hospitalar. “O documento define o que é um caso suspeito e qual conduta adotar diante desse fato, norteando as ações do Estado frente ao coronavírus”, enfatizou Feitosa.

Identificação do vírus

Um caso suspeito, disse Mércia, precisa ter mais que febre e os sintomas respiratórios comuns a outros vírus como o N1H1 ou Influenza. A Nota Técnica elaborada pela SES diz que é preciso ter também o vínculo epidemiológico, ou seja, se o paciente esteve na China (local de concentração da transmissão) nos últimos 14 dias, se manteve contato com algum outro suspeito de coronavírus nos últimos 14 dias ou com algum caso confirmado. Se a resposta para as três situações for positiva, este é um caso suspeito.

Neste caso, segundo Mércia Feitosa, a conduta médica é colocar imediatamente uma máscara no paciente, isolá-lo, colher amostra de material para exame e comunicar a suspeita ao Centro de Informações Epidemiológicas de Vigilância em Saúde (unidade de respostas emergenciais). O isolamento não tem que ser necessariamente hospitalar. O estado do paciente é quem dirá se ele deve ser mantido isolado em casa e socialmente ou em unidade hospitalar.

Unidades de retaguarda

O Plano de Contingência define o Hospital de Urgência de Sergipe (huse), o Hospital Regional de Itabaiana e o Hospital Universitário de Lagarto (HUL) como unidades de referência para o coronavírus; e o Laboratório Central de Sergipe (Lacen), como o órgão responsável pelo exame do material coletado em suspeitos. O Lacen não analisa para o coronavírus, mas para os vírus que circulam no Estado. Se o resultado for negativo para estes vírus, uma amostra será encaminhada para laboratórios de referência nacional que são Fio Cruz e o Adolf Lutz, para confirmação do coronavírus.

Questionados sobre medidas de bloqueio do vírus, o representante da Anvisa, Mário Medeiros, explicou que a agência intensificou as ações nos pontos de entrada, ou seja, portos, aeroportos e passagens de fronteiras. “Todas as ações de precaução estão sendo adotadas e a gente está conversando com os administradores portuários e aeroportuários sobre os planos de contingência para, em caso suspeito, a gente identificar e tomar as medidas previstas para evitar que o coronavírus se alastre. As ações de vigilância nesses pontos de entrada foram intensificadas”, afirmou.

O diretor de Atenção Integral à Saúde, João Lima, aproveitou a coletiva para conclamar a população a adotar cuidados preventivos contra doenças imunopreviníveis  como o sarampo e a hepatite B, e as preveníveis pelos cuidados domésticos com as arbnoviroses dengue, zica e chikungunya. “Devemos ficar atentos ao coronavírus, mas também precisamos dar importância àqueles que circulam em nosso Estado, que causam doenças graves, como o sarampo e a dengue. Então não vamos permitir criadouros do Aedes na nossa casa e vamos vacinar nossas crianças contra as doenças imunopreveníveis, mantendo a caderneta de vacinação em dia”, assinalou.

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