Governador discute cadeia produtiva de energia com ministro da Indústria e Comércio

Acompanhado dos deputados federais Laércio Oliveira e Jony Marcos, e do deputado estadual Luciano Bispo, Jackson Barreto explicou a importância econômica da construção da usina Termoelétrica (UTE) Porto de Sergipe I, que corresponde a um investimento de R$ 5 bilhões e fornecerá 1,5 mil megawatts de energia

A ampliação da cadeia produtiva de energia foi tema de audiência entre o governador Jackson Barreto e o ministro da Indústria e Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, na tarde desta terça-feira, 07.

Acompanhado dos deputados federais Laércio Oliveira e Jony Marcos, e do deputado estadual Luciano Bispo, Jackson Barreto explicou a importância econômica da construção da usina Termoelétrica (UTE) Porto de Sergipe I, que corresponde a um investimento de R$ 5 bilhões e fornecerá 1,5 mil megawatts de energia. Durante sua construção, o empreendimento irá gerar 1.700 empregos diretos e indiretos e a previsão de funcionamento é em janeiro de 2020.

“Apesar da crise, temos boas perspectivas de desenvolvimento para Sergipe no campo das energias renováveis. Estamos iniciando a construção de uma termoelétrica que hoje é o maior investimento privado já recebido, são R$ 5 bilhões de investimento, fruto de um consórcio entre G G Power, Exon, GenPower, a britânica LNG Golar Participações S/A e a EBrasil – Eletricidade do Brasil S/A. Isso vai gerar um efeito dominó na nossa economia, atraindo novas empresas que integram essa cadeia de energia. As obras de terraplanagem foram feitas. Estamos aqui para saber que área do ministério do Desenvolvimento econômico poderíamos trabalhar, de forma conjunta, para buscar empresas interessadas em investir na área”, informou Jackson Barreto.

Gerando energia a partir do gás natural, a termoelétrica, localizada no município da Barra dos Coqueiros, vai promover o fortalecimento do Porto de Sergipe, por onde será feita a importação do gás, além de ser atração para novos investimentos. A UTE integra também um navio estação de regaseificação. Todo o projeto contou com o apoio da gestão estadual, por meio do Plano Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI).

“A própria termoelétrica já deve ter contato com outras empresas, mas se o Ministério nos ajudar, poderemos, ao lado dos empresários, direcionar o trabalho para atrair mais investidores. Essa parceria é importante porque precisamos gerar emprego e renda no estado”, disse.

O ministro Marcos Pereira se mostrou solícito à reivindicação do chefe do executivo estadual. “As portas não só daqui, como das áreas onde temos acesso, estão abertas. O que eu puder fazer para ajudar faremos. Temos que olhar de forma mais abrangente”.

O deputado federal Laércio Oliveira também participou do encontro. Vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e presidente da Federação do Comércio, de Bens, Serviços e Turismo em Sergipe, Laércio comunicou o interesse em colaborar com a política de desenvolvimento econômico do estado. Na ocasião, Laércio convidou o ministro para visitar Sergipe e debater convênios e parcerias que fomentem a economia. O ministro Marcos Pereira confirmou a estadia para março.

Usina Porto de Sergipe

Em setembro de 2016, o governador Jackson Barreto, o presidente da GG Power – joint venture formada pela britânica LNG Power Limited, uma subsidiária da Golar LNG Limited e a GenPower Participações S.A. -, Marcos Grecco e demais investidores lançaram, por meio da Celse, a pedra fundamental da Usina Termoelétrica (UTE) Porto de Sergipe , primeiro projeto, entre os demais previstos para o Complexo de Geração de Energia Governador Marcelo Déda.  Esse é o maior investimento privado já realizado em Sergipe, orçado em R$ 5 bilhões. A previsão é que as obras durem 36 meses, gerando 1.700 empregos diretos e indiretos neste período, para estar em plena operação em janeiro de 2020.

A Porto de Sergipe terá capacidade para produzir 1,5 mil megawatts (MW) de energia, com taxa de eficiência de 62,22%. Quando em funcionamento, e energia gerada pela usina deverá ser suficiente para atender 15% da demanda do Nordeste, segundo informação da GE para o Valor.

Já o complexo Complexo de Geração de Energia Governador Marcelo Déda, que prevê a implantação de mais duas usinas de geração termoelétrica: UTE Marcelo Déda e UTE Laranjeiras, poderá gerar até 3 mil megawatts de energia.

As UTEs Marcelo Déda e Laranjeiras serão ofertadas nos próximos leilões de energia realizados pela Agência Nacional de energia Elétrica (Aneel) e pela estatal Empresa Brasileira de Pesquisa Energética (EPE). O complexo já possui licença prévia, expedida pela Adema, para instalação.

Comente: