Operação Pavilhão 2: Polícia Civil, Desipe e PM desarticulam maior associação criminosa de tráfico

Mandados de prisão foram cumpridos em presídios de Sergipe, Bahia e São Paulo

Após oito meses de investigação, equipes da Delegacia de Polícia Civil da cidade de Canindé de São Francisco, com o apoio da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol), Departamento do Sistema Prisional (Desipe) e 4º Batalhão de Polícia Militar do Estado de Sergipe, desencadearam a Operação Pavilhão 2, com o objetivo de cumprimento de mandados de prisão relacionados ao crime de tráfico de drogas no município de Canindé e na região do Sertão de Sergipe.

Segundo o delegado Fábio Santana, a operação contou com o apoio das Unidades Regionais da Polícia Civil de Maruim, Nossa Senhora da Glória e Itabaiana, o canil da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), Coordenadoria de Polícia Civil do Interior e Companhia Independente de Operações Policiais em Área de Caatinga (Ciopac).

De acordo com as investigações, os suspeitos têm ligações com os líderes da associação criminosa que comanda o tráfico na região: D. Messias de Oliveira (Bodão), M. Almeida do Nascimento (Marcelo Cão), A. José das Neves (A. de Tia Neves) e L. da Silva Lima (Lucas Capacete), que estão presos no Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan).

Na operação, um dos suspeitos, identificado como C. de Jesus Vieira, 27 anos, entrou em confronto com as equipes policiais, foi atingido, encaminhado ao Hospital Municipal H. de Carvalho Leite Santos, em Canindé, não resistindo aos ferimentos, e morreu. Na ação, foi apreendida uma arma de fogo com duas munições deflagradas e uma pequena quantia em dinheiro.  

Segundo o delegado Fábio Santana, a operação tem como objetivo o combate ao tráfico de drogas e a desarticulação da maior associação em atuação de drogas no município de Canindé de São Francisco, que vinha atuando há oito anos. Foram cumpridos mandados de prisão também na cidade de Paulo Afonso, na Bahia, e no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, em São Paulo.

Ainda durante a operação, as equipes deram cumprimento a um mandado de prisão definitiva em desfavor de A. Pedro da Silva, 23 anos, natural de Canindé de São Francisco, pelo crime de homicídio ocorrido em 24 de setembro de 2016. Com o suspeito, foi apreendida uma arma de fogo, tipo espingarda. O infrator foi condenado a 12 anos.

Na ação, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporários por tráfico, na cidade de Canindé de São Francisco, em desfavor de W. Guilherme da Silva, E. Alves da Silva, L. Fontes Souza, J. Faustino da Silva e um adolescente apreendido. Sete em presídios, em desfavor de: B. Emanoel da Silva Carvalho (Paulo Afonso, Bahia), com apoio da Polícia Civil de Paulo Afonso, J. B. Rodrigues da Silva (Pinheiros/SP), A. M. dos Santos Silva (Roló) no Copemcan. Além dos líderes: D. Messias de Oliveira (Bodão), M. Almeida do Nascimento (M. Cão), A. José das Neves (A. de Tia Neves) e L. da Silva Lima (Lucas Capacete).

Três armas de fogo, munições, oito aparelhos celulares, uma balança de precisão, várias munições, um tablete de maconha, uma quantidade de pedras de crack, sendo uma quantidade em embalagens prontas para venda, o valor de R$ 540 em espécie, além de aparelhos celulares, drogas e armas brancas encontradas no presídio foram apreendidos na operação.

“Todo esse trabalho é fruto da integração que hoje existe entre as secretarias justiça e de segurança. Eu não tenho dúvida que o trabalho desenvolvido pelos policias penais do nosso estado, em conjunto com as forças de segurança pública, tem dado os resultados que hoje estamos apresentando, com redução do índice de criminalidade, a inexistência de fugas dentro do sistema prisional e a inexistência de rebeliões. Mesmo diante desse cenário de pandemia, os trabalhos não param, as equipes continuam integradas com um único objetivo: apertar o cerco ao crime organizado, para impedir que ele avance dentro do nosso estado”, frisou o secretário de justiça Cristiano Barreto.

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