Laboratório de Toxicologia de Sergipe alcança nota máxima em exercício internacional da ONU

Participaram da avaliação, 137 laboratórios espalhados por diversos países-membros da ONU

   

Peritos Criminais do Laboratório de Toxicologia do Instituto de Análise e Pesquisa Forense (IAPF) participaram do Exercício Colaborativo Internacional (ICE) realizado pelo Escritório das Nações Unidas Sobre Drogas e Crime (UNODC) e alcançaram conceito máximo nos testes realizados. O IAPF é um dos Institutos da Coordenadoria Geral de Perícias (Cogerp) da Secretaria da Segurança Pública de Sergipe. 

Desde o início do seu funcionamento, em agosto de 2018, o Laboratório de Toxicologia Forense do IAPF já emitiu mais de 800 laudos periciais relacionados a diversos casos de uso de drogas e medicamentos controlados, acidentes de trânsito, violência sexual e envenenamentos registrados em Sergipe. 
 
A avaliação realizada pela ONU consiste em verificar amostras de urina desconhecidas contendo drogas, medicamentos e dos metabólitos, que são produtos do metabolismo de uma determinada molécula ou substância. O objetivo é testar a capacidade analítica do laboratório e emitir um laudo completo sobre esses casos.

No exercício do semestre 2019/1, concluído no dia 13 de outubro, todas as drogas e metabólitos presentes nas quatro amostras de urina recebidas foram identificadas corretamente. Foram identificados também metabólitos de cocaína e maconha e os compostos químicos como morfina, hidromorfona e metadona. 

Segundo Ricardo Leal, perito do IAPF, desde o início dos trabalhos no Laboratório de Toxicologia, em 2018, os peritos buscam melhorar nossos procedimentos e análises. “Graças ao uso do sistema LC-MS temos alcançado excelentes resultados em perícias complexas, a exemplo de um caso recente de violência sexual, onde uma jovem ingeriu uma bebida contendo ‘ecstasy’ que foi colocado intencionalmente por alguém durante uma festa”, explicou Ricardo.

Segundo ele, a participação dos peritos nesse tipo de Exercício Internacional mostra que o laboratório está preparado para realizar análises toxicológicas, o que até pouco tempo só seria possível levando as amostras para outros estados como São Paulo e Espírito Santo. “Outro fato importante é o apoio recebido da direção do IAPF e do coordenador da COGERP para manter a estrutura do nosso laboratório funcionando”, explicou o perito Ricardo Leal. 

Todas essas substâncias são encontradas em amostras reais recebidas semanalmente pelo laboratório. Participaram desse exercício, 137 laboratórios espalhados por diversos países-membros da ONU. 

Durante as análises, foi utilizada uma técnica analítica chamada LC-MS/MS, disponível apenas em sete estados do Brasil (PA, SE, DF, MG, ES, SP, RS) em laboratórios de toxicologia forense. No nordeste, somente o estado de Sergipe dispõe dessa tecnologia atualmente.

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