Acusado de matar cobrador diz que atirou porque o motorista não abriu a porta

Na manhã desta quinta-feira (14), o comandante da Polícia Militar da capital, coronel Vivaldy Cabral, detalhou como foi efetuada a apreensão do menor de 17 anos, que suspeito de matar um cobrador, após um assalto a ônibus, na tarde de ontem, na Grande Aracaju. O suspeito alegou ter atirado porque o motorista do ônibus não abriu a porta para ele e dois comparsas descerem fora do ponto.

“A gente fez a incursão, na casa dele já não havia ninguém. A gente começou a fazer um trabalho de investigação estratégica. A mãe dele se apresentou e nós garantimos que ele seria conduzido vivo, já que segundo ela ele não reagiria. Nós saímos do Jardim Centenário e fomos para o Parque São José, onde ele estava escondido na casa de uma tia. Lá ele foi apreendido, nós o conduzimos para a delegacia plantonista. Ele passou informações a respeito dos dois outros comparsas. Um maior de idade e um menor”, explicou o militar.

Em depoimento a polícia, o acusado disse que só atirou porque o motorista não abriu a porta do ônibus. “Eu pedi para o motorista abrir a porta para gente descer e ele não parou. O “galego” falou para atirar e eu fui lá e atirei. Eles já tinham roubado lá atrás. A arma não era minha, mas estava na minha cintura porque eu era o único menor. Eles falaram que eu se a polícia parasse o ônibus eu assumia e pronto. Eles roubaram e eu só fiquei com a arma. Nunca foi da nossa vontade querer matar. Eu não queria atirar nele não”, disse o suspeito.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte  Rodoviário (Sintra), até o momento, 1.121 ônibus foram assaltados na Grande Aracaju. Em forma de protesto, muitos rodoviários estão parando seus veículos nos terminais. A Polícia continua as buscas para capturar os outros dois envolvidos no assalto.

Foto:SSP/SE

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