Zezinho Sobral considera necessária a padronização dos frigoríficos

Durante a manhã desta quarta-feira, 31, o deputado estadual Zezinho Sobral (Pode) esteve no município de Itabaiana para acompanhar a visita técnica promovida pelo Ministério Público Estadual (MPE) aos frigoríficos privados e públicos. A visita teve o objetivo de verificar o funcionamento das unidades e estabelecer parâmetros mínimos para que todos reabram nas mesmas condições e exigências, padronizando o serviço. A ação também aconteceu nos estabelecimentos de Lagarto.

Momento da visita técnica

Os dois municípios visitados servirão de base para a nova formatação de abertura dos frigoríficos em Sergipe como localização, câmaras, higienização, descarte, linha de produção e outros padrões.

Segundo o deputado Zezinho Sobral, que representou a Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), o Poder Legislativo está acompanhando de perto a situação dos matadouros de Sergipe, que agora passam a ser chamados de frigoríficos. “O MPE, Ministério Público Federal, Emdagro, demais órgãos de fiscalização, as prefeituras e nós da Alese visitamos estes locais e para verificar a possibilidade de apenas dois desses frigoríficos voltarem às atividades inicialmente. O abate e comercialização são os arranjos produtivos mais antigos do país e envolve o maior número de pessoas: marchantes, fateiras, feirantes e comerciantes”, pontuou.

De acordo com o parlamentar, a análise dos estabelecimentos e a verificação in loco foram essenciais para fortalecer a discussão sobre a unificação dos padrões necessários e a elaboração dos editais para que, através de uma concessão pública, voltem a funcionar.

“É uma necessidade concreta a reabertura destes frigoríficos porque geram emprego e renda a muitos marchantes e fateiras. É recomendável que cada município faça a concessão, terceirização ou uma Parceria Público Privada (PPP) para alinhar os frigoríficos municipais, estabelecer regras. É preciso pensar nas feiras livres e fiscalizar para que se tenha bancas refrigeradas nesses locais, como acontece com os açougues, para garantir a segurança das carnes comercializadas”, comentou.

Ainda de acordo Zezinho Sobral, a livre concorrência é necessária. “O poder público não pode trabalhar para criar monopólio privado. O mercado de carne é a loja âncora da feira livre e 60% dela está envolvido no comércio de carne. Precisamos compreender essa logística, garantir a qualidade da carne, respeitar suas origens e cumprir o que determina a lei, sem esquecer o mais importante: o povo sergipano. Espero que, a partir dessa visita, seja estabelecido um cronograma. É preciso preservar a saúde pública e garantir o acesso a todos”, complementou.

Fotos: Divulgação Ascom

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