Vereadora diz que Estado e Município devem parar de brincar com a saúde do povo

 

A situação do Hospital de Cirurgia vem preocupando a defensora pública e vereadora, Emília Côrrea (PEN), que responsabilizou o Estado e Município pelo caos na saúde pública e por não respeitarem o direito do cidadão que depende do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Máquinas quebradas, greve de médicos e falta de recursos são alguns dos problemas apontados pela parlamentar. “O povo precisa de exame, cirurgia e outros procedimentos, mas não consegue porque as máquinas estão quebradas ou não têm médicos e acaba perdendo a esperança. São problemas constantes que ocasionam a interrupção dos procedimentos e deixam a população a mercê da sorte, mas os governos não estão preocupados com o sofrimento dessas pessoas que têm o direito a uma saúde digna”, lamenta Emília.

 

Para a vereadora, há anos que os governos ficam no embate e não buscam uma solução. “O Estado empurra a responsabilidade para o Município e este repassa para o Estado. Enquanto há esse embate o povo sofre com a falta de assistência. A Defensoria Pública fez uma visita técnica para apurar as irregularidades e tenho números que constatam as reclamações, como também o Conselho Regional de Enfermagem de Sergipe (COREN/SE) já denunciou maus tratos aos enfermos e outros problemas os quais comprovam que os direitos do cidadão estão sendo violados”, disse.

 

A parlamentar apontou algumas irregularidades e reforçou que o direito do povo está sendo atacado. “Há duas questões que são direitos versos direitos. O povo de Aracaju, que precisa ser assistido e o direito dos médicos, que não recebem. Muitas irregularidades estão sendo apuradas pela Defensoria Pública como ausência de fornecimento regular pelo Estado e Município de procedimento de angioplastia e afins para pacientes portadores de infartos e agravos semelhantes; ausência de manutenção de condições sanitárias e ausência de funcionamento de equipamentos necessários à consecução dos procedimentos. O que deve ser feito é parar de brincar com a saúde e buscar uma solução urgente para garantir o direito do cidadão”, aponta indignada.

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