Para Gualberto, Brasil virou ‘pistoleiro ideológico’ contra a Venezuela

A crise enfrentada pela Venezuela nos últimos tempos foi tema do discurso do deputado estadual Francisco Gualberto (PT) na sessão desta quinta-feira (7) na Assembleia Legislativa. Para ele, o que está por trás da crise é a intenção dos Estados Unidos da América em derrubar o governo de Nicolas Maduro, assim como abater qualquer projeto progressista na América Latina. “O Brasil hoje não passa de um pistoleiro ideológico agindo contra a Venezuela em nome dos EUA”, definiu o deputado, fazendo duras críticas ao governo de Jair Bolsonaro.

Para Francisco Gualberto, a situação nacional é constrangedora, visto que os EUA contratam seus ‘pistoleiros ideológicos’, como Brasil e Colômbia, para desmontar os projetos progressistas na América do Sul. Como se não bastasse, se recusam a ajudar países bem mais necessitados. “Por que não oferecem ajuda a países que vivem na miséria, como o Haiti e vários na África? Ou por que não socorrem o povo palestino? O problema é que esses países não têm petróleo, então não há interesse dos EUA neles”, afirma o deputado. “Mas o que estamos vendo é que os EUA estão preparando um golpe na Venezuela disfarçado de ajuda humanitária”.

O deputado fez ainda um comparativo entre a situação de Sergipe e a da Venezuela, alegando que a atual política estrangeira, do governo de Jair Bolsonaro, é totalmente entreguista. “Em Sergipe, a intenção é desmontar a Fafen e tornar inviável a produção de fertilizantes, favorecendo o capital estrangeiro. É o que acontece também com a política estrangeira desse governo (Bolsonaro), que vai facilitar a entrega do nosso petróleo aos EUA”, disse Gualberto, classificando o ato de “atropelos à democracia”.

De acordo com o deputado, que é vice-presidente da Alese, a população brasileira perdeu ao eleger Bolsonaro pensando que teria avanços para o país. “O Brasil até dá um passo para frente, mas se aproxima do abismo”, adverte Francisco Gualberto. “É lamentável. Entregar o que é nosso sempre foi prática da elite brasileira, mas a esse ponto, a gente nunca tinha visto”, garante, dizendo que o Brasil está pagando um preço alto porque aceitou pacificamente o golpe de Estado para tirar a presidente da República, Dilma Rousseff, sem ter cometido crime algum. “Aliás, ela cometeu o crime de ter sido eleita e reeleita”.

Por Assessoria Parlamentar

Foto: Jadilson Simões

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