Nitinho fala sobre transparência e defende o Parlamento Municipal

O  presidente da Câmara Municipal de Aracaju (CMA), vereador Nitinho (PSD), utilizou a Tribuna no Grande Expediente desta quarta-feira, 6, para defender o Parlamento Municipal e falar sobre a transparência que faz questão de dar às ações do Legislativo. O parlamentar dedicou seu tempo de discurso para responder a declarações feitas pela colega Emília Corrêa e esclarecer algumas questões relacionadas à Casa.

Nitinho subiu à Tribuna para responder ao discurso anterior feito pela vereadora, pedindo que as Casas Parlamentares sejam mais investigadas e dizendo ter informações de que prisões no meio político seriam realizadas em Aracaju. Com tranquilidade, o presidente da CMA lembrou que já atendeu vários órgãos fiscalizadores e políticos e não tem problema em ceder informações. “Vejo isso com muita tranquilidade. A Câmara de Aracaju economizou em três anos seguidos mais de 90% de diárias. Nas últimas denúncias, vieram fiscalizar e estive livre disso. Em qualquer Parlamento precisa haver uma denúncia, e acho que Vossa Excelência está com informação privilegiada. Dizer nessa Tribuna algo assim antecipadamente, que brevemente políticos do nosso Estado serão presos? É bom que a imprensa possa ir até a vereadora, e que ela diga quem está envolvido e quem deu essa informação. Isso é um crime”, declarou o presidente.

“Já vieram órgãos fiscalizadores nesta Casa, e aceitei todos os pedidos. E não só o Ministério Público ou o Tribunal de Contas, mas movimentos políticos já pediram documentos desta Casa e eu os enviei. Não tenho o que esconder. Todas as licitações aqui são feitas sob o pregão eletrônico. Temos que fazer política com respeito, sem jogar para a galera”, acrescentou.

Nitinho continuou lembrando de outras ações já tomadas pela gestão da Casa para aumentar a transparência, e criticou contestações que ele considera de cunho pessoal. “A transparência desta casa quando assumi estava em 1.2, e hoje estamos em quase 9. Diariamente mandamos dados ao Tribunal de Contas. Quando juntei o dinheiro que sobrou do povo e devolvi legalmente à PMA, disseram que era incompetência. Devolvi esse dinheiro para investimentos onde a Prefeitura bem entendesse, e a vereadora fez críticas até a isso. Não aceitamos essa questão pessoal. Algumas pessoas querem dizer que sou isso e aquilo, jogando que a presidência está cometendo improbidade administrativa. Isso é um Parlamento e é preciso respeitar os colegas. Confronto direto pessoalmente não existe!”, exclamou.

Por fim, o vereador pontuou que os gastos com viagens e diárias tem sido maiores com funcionários do que com vereadores, com o objetivo de melhorar os trabalhos da Casa. “Todos os órgãos oficiais ou não já pediram documentação nesta Casa e as entreguei, e se precisarem mando de novo, até os cargos. Ontem assinei uma viagem para sete assessores desta Casa fazerem um curso de uma semana em Brasília, trazendo um sistema novo. Os funcionários desta Casa viajam mais que os vereadores. Alguns setores estão aqui diariamente trabalhando e merecem se reciclar. Estamos terminando o processo de licitação para a reforma geral do prédio da Casa, e devemos estar anunciando o concurso público na próxima semana para fazermos em fevereiro”, complementou.

Apartes

Em aparte, alguns vereadores apoiaram o discurso de Nitinho. “Não temos foro privilegiado, se o MP quiser fazer uma investigação hoje, faz. Não vamos pegar um fato atípico, de fora, para criminalizar a política. Já passamos por um momento difícil e uma pessoa põe em cheque esta Casa? Tenho certeza que essa gestão foi a que menos gastou com diárias e viagens, porque sei que o senhor, neste sentido faz um trabalho excelente”, disse Anderson de Tuca (PRTB).

Camilo Lula (PT) e Zezinho do Bugio (PTB) também mostraram incômodo com alguns discursos. “Os discursos fazem um jogo que nem sempre é verdade. A população precisa saber que há fiscalizações rígidas do Tribunal de Contas. Lembro que recentemente houve um Congresso de Vereadores, fui procurar saber como tinha direito a passagens e diárias e foi uma grande burocracia, porque o trabalho desta Casa é sério”, afirmou Camilo.

“Me posiciono porque me sinto incomodado com colocações ou defesas que existem aqui. As pessoas não querem ouvir quanto eu ganho, ouvem essas coisas e levam. Venho de uma linha em que era tratado como herói e hoje estamos quase como bandidos”, acrescentou Zezinho.

Por fim, Isac Silveira (PCdoB) foi outro a criticar as acusações: “No campo da oratória, quando você pega os maus exemplos e associa a alguma coisa, dizem que esta também não serve. Quando você pede a investigação desta forma, está colocando em suspeição as diárias desta Casa. E muitos vereadores aqui sequer viajaram por este Parlamento”.

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