Deputado Adelson Barreto destaca importância da doação de órgãos e tecidos

 

“A doação de órgãos é um ato de caridade e amor ao próximo. Milhares de vidas, a cada ano, podem ser salvas por este gesto”. Foi pensando nisso que o deputado Adelson Barreto (PR) utilizou a tribuna da Câmara Federal, nesta quarta-feira, 27, para promover uma discussão sobre o assunto e conscientizar a população para a realidade daqueles que aguardam por transplante.

De acordo com o parlamentar, dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) mostram que a taxa de doadores no Brasil subira de 14,6 pessoas por milhão de habitantes para 16,2 no primeiro semestre deste ano. E que sua expansão atingira 11,8 pontos percentuais, o que leva o país a ficar bem próximo da meta prevista para este ano: 16,5 doadores efetivos por milhão de habitantes.

“A situação é melhor na região Sul, onde os estados do Paraná e Santa Catarina apresentam taxas de recusa entre 22 e 23 pontos percentuais, próximas da média de países desenvolvidos, como Estados Unidos, Austrália, Espanha e Canadá, cuja taxa oscila em torno de 20%”, disse Adelson.

Segundo o parlamentar, o estudo mostra também o baixo aproveitamento de órgãos dos potenciais doadores notificados. “No acumulado de janeiro a junho de 2017, apenas 31% dos 5.309 potenciais doadores notificados foram aproveitados. O índice é bastante inferior ao de países desenvolvidos, que varia entre 60 e 70%”, alerta.

Adelson ressaltou ainda que fora registrado um crescimento no número de transplantes de rim: 5,8 pontos percentuais; fígado: 7,4%; e córneas: 7,6%. Em contrapartida, ocorrera redução nos transplantes de coração: menos 3,6%; pulmão: menos 6,5%; e pâncreas: menos 6%.

Ainda de acordo com deputado, é preciso trabalhar para que o número de doadores aumente em todo o país, especialmente diminuindo a taxa de recusa das famílias brasileiras em relação à doação de órgãos diante da morte de um parente. “Levando em consideração a característica de solidariedade dos brasileiros, a taxa de doadores efetivos pode crescer se houver maior esclarecimento da população”.

Adelson Barreto concluiu seu pronunciamento cobrando do Governo Federal uma implementação de políticas públicas, objetivando maior propagação para que haja uma maior conscientização da população brasileira no que concerne a doação de órgãos e tecidos.

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