O deputado estadual Antônio dos Santos (PSC) ocupou a tribuna ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa, na tarde dessa segunda-feira (25), para defender que o governo de Sergipe tenha o mesmo compromisso no combate às drogas que tem tido o Estado vizinho de Alagoas. Para o parlamentar, as ações por lá estão dando resultado e os índices de violência estão caindo.

Antônio dos Santos destacou o trabalho desenvolvido pelo deputado federal Givaldo Carimbão (PHS/AL) no Combate às Drogas, como membro da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Ele registrou a visita que os parlamentares sergipanos fizeram ao sistema de reintegração alagoano, semana passada. Além dele, também viajaram os deputados Capitão Samuel (PSL), Adelson Barreto Filho (PR), Augusto Bezerra (PHS) e Maria Mendonça (PP).

“Conhecemos na prática uma estrutura que funciona a contento, apesar das dificuldades, para reduzir toda essa violência. Percebemos que em Alagoas o tratamento de dependentes químicos está reduzindo os índices de violência. Ficou claro para nós que, quando se diminui o consumo acentuadamente, você também diminui a ação do traficante e, consequentemente, também reduz a violência. Alagoas era o segundo mais violento. Hoje já é o oitavo. Logo será um mais seguro do Nordeste”, avaliou.

Gilmar Carvalho

Em aparte, o deputado Gilmar Carvalho (sem partido) afirmou que Sergipe não tem uma única unidade de recuperação pública. “Vejo no seu discurso que uma preocupação de Alagoas está na pós-recuperação. Vejo que os governos passados não têm condições de falar em Segurança Pública e deveriam ficar de joelhos para pedir perdão à população. Mais de 80% dos crimes praticados por aqui estão relacionados ao consumo ou ao tráfico de drogas”.

O parlamentar ainda que observa em Alagoas um Estado que já chegou a atrasar por seis meses os salários dos seus servidores e que hoje tudo está praticamente regularizado e que os índices da violência estão caindo. “Quando você combate e diminui o consumo de drogas, você também reduz a violência. E quando você reduz isso lá, os traficantes correm para Sergipe e Pernambuco. Lá o combate está sendo mais eficaz. Aqui nós sofremos com um baixo efetivo policial. A culpa não é da nossa polícia, mas do que governo que não tem nenhuma unidade construída de tratamento químico”.

Gilmar Carvalho se reportou ainda à votação do empréstimo do PRÓ-REDES quando ele tentou aprovar uma emenda para destinar recursos para a construção da primeira unidade de recuperação de dependentes químicos. “O Governo trabalhou aqui para que ela fosse rejeitada simplesmente porque era uma emenda da oposição. Agora vem dizendo que combate a violência. É mentira!”, completou.

Vagas sobrando

Antônio dos Santos reforçou o discurso de Gilmar Carvalho dizendo que se Sergipe não tem uma unidade de tratamento não é por falta de cobrança ou de pressão parlamentar. “Em Alagoas estão sobrando vagas! Dá até para levar as pessoas para lá, para o tratamento, para um centro de acolhimento. Eles já contam com 37 unidades espalhadas pelo Estado. Para lá os dependentes são levados e ficam muito bem tratados e acolhidos. Lá eles têm um sistema onde a pessoa leva seis meses de recuperação, sendo que o primeiro mês, de abstinência, é a parte mais difícil”.

Sensibilidade

Após exibir alguns vídeos gravados com depoimentos de jovens que superaram a dependência química e uma reportagem da TV Alese, que acompanhou as visitas em Alagoas, Antônio dos Santos agradeceu o apoio que os parlamentares receberam do presidente da Casa, deputado Luciano Bispo (PMDB). Antônio dos Santos aproveitou a oportunidade para cobrar a mesma sensibilidade do governo sergipano já que em Alagoas foi criada a Secretaria Estadual de Prevenção à Violência.

“Muitas vezes o Conselho Tutelar detecta o problema, mas não resolve. O governo de lá investe R$ 33 por dia com cada interno neste tratamento. E para garantir essa assistência, o governo aplicou o imposto em cima da porta de entrada do mundo das drogas: a cachaça! Com o dinheiro que vem desse imposto se consegue o tratamento para os dependentes. Almoçamos com eles em uma das unidades de recuperação e percebemos a dedicação dos servidores que trabalham nessas casas”,

 

Da Agência de Notícias Alese

 

Foto: César de Oliveira