Secretaria da Segurança Pública apresenta plano operacional de atuação nas Eleições 2020

A SSP apresentou, em entrevista coletiva, nesta terça-feira(10), o plano estratégico e operacional das instituições que formam a Secretaria da Segurança Pública para as Eleições 2020, que ocorrem no próximo domingo, 15 de novembro. Com a presença dos representantes da Polícias Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros, a SSP detalhou o efetivo que estará à disposição da sociedade durante o pleito eleitoral e o funcionamento das unidades policiais no período da votação na capital e no interior do estado.

Na apresentação do plano de segurança das Eleições estiveram presentes o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcony Cabral; o delegado-geral, Thiago Leandro; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Alexandre José; o coordenador das delegacias do interior, delegado Jonathas Evangelista; e a coordenadora das delegacias da capital, delegada Rosana Freitas. 

A Polícia Militar está implementando ações preventivas, com o objetivo de preservar a ordem pública em todo o território sergipano. O estado foi dividido em quatro Comandos de Policiamento Militar Regional (CPMR). O 1º CPMR é referente à capital e à Grande Aracaju. O segundo, às regiões Sul, Centro-Sul e Sudoeste. O terceiro, ao Agreste, Médio e Alto Sertão. Já o quarto, às regiões Norte, Leste e ao Baixo São Francisco.  

No planejamento também foi instituído o Centro de Comando e Controle de Operação, responsável pela coordenação geral da operação, que será ativado a partir das 14h desta sexta-feira, 13, e é responsável pelo monitoramento dos quatro Comandos de Policiamento Militar Regional (CPMR). O efetivo da Polícia Militar nas eleições deste ano é de 3.313 policiais, 234 viaturas, 20 motocicletas, quatro drones, além do helicóptero.

As unidades especializadas também estarão presentes para a segurança do pleito eleitoral e de toda a sociedade sergipana. Militares do Batalhão de Choque (BPChq), Comando de Operações Especiais (COE), Companhia Independente de Operações Policiais em Área de Caatinga (Ciopac), Grupo de Ações Táticas do Interior (Gati), Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRp) e Grupamento Especial Tático de Motos (Getam) estarão posicionados em todo o estado. A Corregedoria também atuará no pleito eleitoral.   

O coronel Paulo Paiva, subcomandante-geral da PMSE e comandante da Operação Policial das Eleições, explicou que a estrutura disponibilizada pela Polícia Militar abrange todo o estado e já vem sendo colocada em prática há mais de três semanas. O planejamento atende os anseios da população para uma votação com segurança e também às requisições do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/SE). 

“Precisamos ter uma estrutura de operação que não se resume à presença ostensiva no local de votação, precisamos de uma estrutura de bastidores que possa chegar com agilidade à qualquer potencial problema ou incidente. Cada zona eleitoral foi subdividida em setores de policiamento. A cada dez locais de votação, há uma supervisão, que está englobada em uma coordenadoria, que está vinculada ao CPMR, que está subordinada ao comando da operação”, reiterou. 

O Corpo de Bombeiros (CBM) também atuará em apoio à Polícia Militar. Militares do CBM estarão posicionados nas 3ª, 4ª e 8ª zonas eleitorais, totalizando 210 bombeiros militares em apoio direto às eleições municipais. O coronel Fábio Cardoso detalhou o trabalho do CBM na votação do próximo domingo, 15, e ressaltou que as atividades de salvamento e resgate, além de outras ações da corporação, continuam sendo prestadas normalmente à população mesmo durante o pleito eleitoral. 

“O Corpo de Bombeiros atendeu ao pedido do TRE, com a finalidade de prestar um apoio operacional às atividades da Polícia Militar. Diante disso, não deixaremos de manter o serviço tradicional em nossas unidades operacionais. Estaremos à disposição da sociedade para atender qualquer emergência. Estamos prestando um serviço de apoio e estamos integrados ao planejamento da Polícia Militar”, enfatizou.

A Polícia Civil estará atuando com o trabalho investigativo e também nas autuações de ações delituosas no domingo de eleições. O efetivo extraordinário da instituição conta com 85 delegados e 304 escrivães e agentes. Na organização da operação da Polícia Civil para o pleito eleitoral, foi instituído um Centro Integrado de Comando e Controle, composto pela Delegacia Geral, Coordenadoria Geral do Sistema de Inteligência da Segurança Pública (Cogesisp), Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (Copci), Coordenadoria da Polícia Civil da Capital (Copcal), Divisão de Inteligência(Dipol), Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e Corregedoria Geral. 

As unidades policiais em funcionamento na capital serão a Central de Flagrantes, o plantão do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) e a Delegacia de Turismo (Detur). Na Região Metropolitana, estarão em funcionamento a 5ª, 11ª e 12ª Delegacias Metropolitanas. No interior do estado, as delegacias municipais, distritais e regionais estarão à disposição da população.    
  
A coordenadora das delegacias da capital, delegada Rosana Freitas, esclareceu que a Polícia Civil também atuará fornecendo suporte à Polícia Federal nos casos de crimes eleitorais, além das atividades de investigação de crimes que não estão relacionados às eleições.

“O objetivo é realizar as atividades de apuração das infrações penais comuns e, de forma supletiva ao trabalho da Polícia Federal, na autuação dos flagrantes de crimes eleitorais. Então, a PF se estiver presente fará a autuação em relação aos crimes eleitorais, e nos demais municípios, a PC fará essa autuação de forma supletiva. Nos demais locais, a PC fará o lavramento dos procedimentos de crimes penais”, frisou.

O secretário de Segurança Pública, João Eloy, determinou que as Corregedorias das Polícias Militar e Civil estejam atentas para o equilibrio do processo eleitoral e não admitirá que qualquer servidor público da SSP tome partido de grupos eleitorais, tanto na capital, quanto no interior do estado. Os dois corregedores estarão de plantão para adoção das providências que, porventura, vierem a ser necessárias. 
 

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