Santo Amaro: Empresa faz levantamento arqueológico para implantação da Fábrica

Santo Amaro receberá em breve uma das maiores Indústrias de Cimentos da região Nordeste, a Apodi. Para isso o empreendimento precisa realizar estudos arqueológicos, antropológicos e históricos da região. Por esse motivo a empresa contratou a Ambientec que há três semanas vem fazendo um trabalho intenso de pesquisas na cidade.

A coordenadora do projeto do empreendimento Apodi, Vani Piaia Ghiggi, explica que a arqueologia estuda a sociedade pretérita e a partir do Brasil Colonial. “A gente tem como meio de estudo a cultura material, ou seja, tudo que o homem produziu até então, para estudar essas sociedades e ver como se tratam as culturas em termos econômicos, sociais e culturais”, explica Vani.

Segundo a coordenadora, a Apodi quis manter a responsabilidade quanto à conservação dos patrimônios. “A Apodi não teve esse compromisso de assumir, a partir da Instrução Normativa (IN) de março de 2015, a responsabilidade em relação ao patrimônio edificado. Porém ela quis ser inserida nessa nova IN de 2015 para poder estar tratando desse patrimônio cultural e ao mesmo tempo estar se responsabilizando quanto ao impacto no solo, o que pode causar alguns danos em relação ao patrimônio, como a Capela de Nossa Senhora da Conceição que temos aqui perto”, destaca.

“Nós temos também a Igreja Matriz de Santo Amaro que é tombada a nível Federal, e nós temos também a Igreja Matriz de Maruim. Então a Apodi se responsabilizou em estar cuidando desses patrimônios tombados. A gente tem as leis voltadas ao patrimônio que seria a 3.927 de 1961 que abrange todos os patrimônios históricos, artísticos e nacionais”, disse Vani Piaia enquanto mostrava a região onde estavam sendo realizados os estudos.

Vani enfatiza que o patrimônio cultural é bastante valorizado. “A partir de uma normativa de 1996, que seria uma Resolução Conama, é permitido que a arqueologia adentre no campo ambiental e para tratar dessas questões sociais e culturais. A gente valoriza muito o patrimônio cultural, para a gente poder conhecer um pouco mais sobre esse patrimônio, que é o material, e através dessa cultura entender esses povos”.

Entre os profissionais que trabalham em campo e em laboratório, cerca de dez pessoas estão envolvidas nos estudos. “Nós temos as equipes em que cada uma cuida de determinado assunto, uma de laboratório, outra de campo. A gente divide esse trabalho assim porque se trata de algo muito minucioso e a gente não tem muito tempo para trabalhar, afinal temos um prazo. São uma arquiteta, um engenheiro civil, três arqueólogos e um antropólogo”.

Durante a segunda semana de estudos na região, a equipe da Ambientec recebeu um representante doInstituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que foi verificar como estavam trabalhando nesses estudos. Após os trabalhos de campo, os profissionais produzirão artigos científicos para levar ao público informações sobre o que foi levantado a partir das pesquisas realizadas na cidade.

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