Platô de Neópolis exporta limão Taiti irrigado para o mercado europeu

Lotes empresariais geram mais de 3.500 empregos diretos no empreendimento mantido pelo governo do Estado

Em Japoatã, um lote irrigado do Platô de Neópolis colhe, diariamente, três mil caixas de limão Taiti com alto padrão de qualidade, respeitando normas sanitárias e com o uso de defensivos restritos aos aceitos no mercado europeu, que absorve 70% desta produção há cerca de dez anos. São 425 hectares de limoeiros, em que trabalham mais de 300 pessoas, entre colheita, seleção e embalagem dos frutos para exportação. A expectativa é que esses números cresçam mais 15% nos próximos dois anos. A Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) é a permissionária dos 41 lotes empresariais do Platô e realiza sua fiscalização, além de ceder a infraestrutura de irrigação, que é administrada pela Associação dos Concessionários do Distrito de Irrigação do Platô de Neópolis (Ascondir).

São 53 km de canais, quatro estações de bombeamento e 54 reservatórios abastecidos pelas águas do Rio São Francisco. A Cohidro fiscaliza os contratos de concessão dos lotes, desde sua funcionalidade de gerar emprego e renda na região, até o resguardo das Áreas de Proteção Permanente (APPs), sob a gerência do engenheiro agrônomo da companhia, Paulo Feitosa. Ele conta que o Platô de Neópolis, hoje, é destaque na produção de limão. “É um comércio bastante relevante e de suma importância, por sua escala de produção e de comercialização, praticamente toda exportada e muito consumida na Europa. Aqui, a Cohidro age por meio de operação e assistência técnica; nós gerenciamos os contratos, acompanhamos o desenvolvimento dos lotes e um dos objetivos maiores que nós conseguimos é o desenvolvimento socioeconômico do empreendimento”, explica. 

O limão Taiti do Platô chega ao seu destino, na Europa, em containeres refrigerados levados por navios que embarcam nos portos de Salvador/BA e Natal/RN. Antes, existe todo um trabalho de plantio das mudas, manejo dos pés de limão e colheita. Reginaldo de Almeida atua nessas etapas há quase sete anos. “É importante demais esse serviço para todos os funcionários e os trabalhadores aqui da região, para levarmos o pão de cada dia para casa”, afirmou o trabalhador rural, se dizendo feliz com o trabalho. Pela tecnologia utilizada nos tratos culturais, as plantas produzem o ano inteiro, empregando a maior parte da mão-de-obra do empreendimento. Mas o produto ainda passa por um processo de higienização e descanso de 48h, para que só os frutos sadios sejam encerados, selecionados por tamanho e formato, seguindo para embalagem em caixas e palets – etapa que emprega outra leva de funcionários. 

Osmário Gomes é gerente na empresa concessionária do Lote 20 do Distrito de Irrigação Platô de Neópolis. Ele explica que a produção de limão tem a certificação fitossanitária internacional GlobalG.A.P. “Todos os nossos tratos culturais feitos hoje são no regime europeu. O uso de pesticidas na empresa acontece através dessa certificação. Desde o início, toda produção é feita mensalmente na intenção de colher 100% para a Europa. Sendo que, devido a esta seleção, nós conseguimos 65%, 70% de aproveitamento da produção. Aqui mesmo plantamos, colhemos e fazemos a seleção e mandamos direto para o porto. Garantimos emprego e renda, para muitas famílias da região. Eu sou filho dessa terra e hoje estou aqui, com 312 funcionários, e nós estamos ainda entrando em fase de início produção. Então a tendência é que contratemos mais gente, devido à demanda de produção futura”, ressaltou o gerente.

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