Mulheres levam diversidade do artesanato sergipano ao Encontro Cultural de Laranjeiras

laDa renda Irlandesa ao Patchwork, dos doces de Divina Pastora às bonecas de pano. A produção de 30 mulheres artesãs foi exposta até este domingo, 10, durante a quadragésima primeira edição do Encontro Cultural de Laranjeiras. Com o apoio da Coordenadoria de Políticas para as Mulheres da Secretaria de Estado da Mulher, Inclusão, Assistência Social, do Trabalho e dos Direitos Humanos (Seidh), as artesãs, vindas de diversos municípios sergipanos, montaram seus estandes ao lado da Igreja Matriz do município, mostrando a riqueza da diversidade do artesanato sergipano e a sua elevada produtividade para os visitantes.

O Encontro teve início na última segunda-feira, 04, e se encerrou neste domingo, abordando o tema “Cultura popular e contemporaneidade: memória gestão e diversidade” e contando com oficinas, exposições e apresentações responsáveis por reunir as mais diversas manifestações culturais do Estado de Sergipe. Por essa razão, todos os anos o Encontro atrai centenas de turistas e a participação das artesãs funciona como uma vitrine para a sua arte. Na oportunidade, elas têm a chance de mostrar para pessoas de todo o país o que é produzido nas cidades sergipanas e melhorar sua renda, reforçando a sua autonomia e empoderamento.

É o caso de Valéria Machado, artesã que trouxe para a feira as bonecas de brincar, feitas de pano e produzidas com o intuito de tornar as brincadeiras infantis mais lúdicas e criativas. “Nossa participação no encontro é extremamente importante, não só pelo aumento na renda proveniente das vendas, como também para a consolidação e valorização dos nossos produtos junto às pessoas, que muitas vezes estão acostumadas a adquirir produtos industrializados e produzidos em larga escala. Aqui as pessoas param, olham, conversam com a gente e observam todo capricho e cuidado na produção de cada peça. Ficam muito contentes em levar pra casa algo único, já que uma peça é sempre diferente da outra”, afirmou a artesã.

Também presente na feirinha montada no encontro, D. Lucila Andrade produz junto com sua neta, Niedja Mayara, bolsinhas de tecido que servem para as mais variadas funções, desde porta maquiagem a mini-carteirinhas, além de almofadas divertidas. “Trabalho com artesanato há tantos anos que nem conto mais o tempo! Desde criança já costurava as roupinhas das minhas bonecas e depois, fazer disso uma forma de ter renda, é muito bom. Estar presente nas feirinhas ajuda muito mais a gente a vender nossas peças”, declarou.

De acordo com a coordenadora estadual de Políticas para as Mulheres da Seidh, Edivaneide Lima, a participação delas no evento é extremamente importante para cada uma delas e, por isso, a Coordenadoria prevê a sua participação em, no mínimo, quatro feiras de artesanato por ano. “Acreditamos que com a autonomia financeira e econômica, essas mulheres conseguem sair do subjugo masculino, já que não dependem economicamente desses cidadãos, evitando muitas vezes, situações de violência doméstica – nossa maior preocupação. E é a partir da participação nesses eventos que a realidade delas começa a mudar, pois elas têm a oportunidade de conquistar sua autonomia”, concluiu.

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