Laranjeiras vive maior crise financeira da história

A todo momento representantes da atual gestão municipal de Laranjeiras recebem notificações de dívidas herdadas da gestão anterior, a exemplo de dívidas de precatórios, RPV e até com fornecedores de serviços essenciais, como Estre e Energisa. Paralelo a este número crescente de débitos da gestão do ex-prefeito Paulão da Varzinhas, há ainda os salários de dezembro, 13º de 2020, agravados pela queda na arrecadação de receitas.

Diante desse quadro, o prefeito José de Araújo (Juca) confessa que pode ser obrigado a paralisar serviços públicos e até mesmo atrasar salários, justamente por conta da ineficiência e má gestão registrada nos últimos quatro anos. “É lamentável essa crise financeira, que classifico como a maior da história de Laranjeiras. Essa é mais uma culpa da gestão do ex-prefeito Paulão da Varzinhas, que deu calote em servidores, fornecedores e até deixou de honrar pagamentos de acordos judiciais”, lamentou Juca.

O prefeito acrescentou ainda que “a cada momento chega uma nova dívida. Para se ter uma ideia, para não ter a energia da Prefeitura cortada, tivemos que fazer um acordo com a Energisa e pagar R$ 100 mil sem nenhum planejamento e de forma imediata, ou seja, ou paga ou corta.”, acrescentou.

Juca também frisou que, antes mesmo de assumir a gestão em 1º de janeiro, a equipe de transição havia feito um levantamento e constatou uma crise financeira. “O que não imaginávamos era que fosse a maior da história. O rombo herdado da administração anterior é muito grande. Por isso, neste momento, quero pedir cautela à população e informar que estamos trabalhando para recuperar todos os índices e, assim, aumentar os repasses de recursos federais referentes à Saúde, Educação, Assistência Social, entre outros. Portanto, quero deixar claro que queremos cumprir todos os nossos compromissos com o servidor, fornecedores e manter os serviços públicos funcionando. A situação é muito crítica, mas o empenho da nossa equipe é fundamental”, enfatizou Juca.

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