O cadastramento do programa de transferência de renda e estímulo à cidadania, que beneficia os cortadores de cana – de – açúcar, o Mão Amiga, já começou em Capela, município distante 67 quilômetros da capital sergipana. Desde a última sexta-feira, 9, uma equipe composta por servidores municipais da Secretaria de Ação Social e do Trabalho, estão a postos no anexo do Centro de Referência e Assistência Social (CRAS), localizado na Rua das Flores, para realizar o cadastro dos trabalhadores rurais que residem na cidade.
Cerca de 2 mil trabalhadores capelenses devem passar pelo local, garantindo o benefício no valor de R$ 190, repassado pelo Governo do Estado, segundo a assistente administrativa que integra a equipe, Márcia Cristina de Melo. “Muitos, inclusive, já compareceram para tirar dúvidas, confirmar quais são os documentos necessários e imprimir o Número de Inscrição Social, o NIS, para posteriormente, se cadastrar”, informa a assistente.
De acordo com Márcia, o que impediu boa parte dos trabalhadores de garantirem a renda mínima até o momento, foram as carteiras de trabalho permanecerem assinadas. “E um dos quesitos para o cadastramento no programa é o trabalhador não possuir vínculo com as usinas. Nestes casos, eles precisam aguardar a baixa nas carteiras de trabalho para concluírem a inscrição”, avisa.
A assistente administrativa recorda quais são os documentos necessários para fazer o cadastro no programa. “É preciso trazer duas cópias legíveis do NIS, da carteira de identidade, CPF e da carteira de trabalho. Esta última, eles precisam trazer também a xerox da página de admissão e demissão”, lembra Márcia, acrescentando que os trabalhadores que não atualizaram seus dados cadastrais em outros programas sociais , também precisam fazer a atualização para garantir a renda.
“Após o cadastro na cidade, os formulários são enviados para a Secretaria de Inclusão, Assistência e Desenvolvimento Social, para análise. Ao chegar lá, se for constatado que o trabalhador rural possui alguma irregularidade com o Bolsa Família, por exemplo, ele é impedido de receber o benefício. Por isso, pedimos a todos os cortadores de cana, cadastrados nos programas de benefícios, que procurem o CRAS, para regularizarem suas situações”, alerta Márcia.
Garantia
O cortador de cana José Santos, 54 anos, foi um dos primeiros capelenses que se cadastrou no programa, garantindo sua renda na entressafra. “Ouvi o anúncio e resolvi me cadastrar logo. Durante o período que fico sem trabalhar é o que me sustenta, não posso perder essa oportunidade. Lá em casa, de nove pessoas, apenas três trabalham, contando comigo. Graças a Deus, com essa renda, passamos quatro meses tranquilos, com dinheiro no bolso e com comida na mesa. Só tenho a agradecer”, diz seu José satisfeito.