Com sistema instalado em São Cristóvão, ‘Água para Todos’ chega em 26 localidades

A nova unidade promove o atendimento de 88 moradores, de um total de 4.646 já assistidos em todo Estado

A instalação do sistema de abastecimento de água no Povoado Camboatá, em São Cristóvão, totaliza 26 comunidades atendidas na primeira fase do Programa ‘Água para Todos’ em Sergipe. A nova unidade promove o atendimento de 88 moradores, de um total de 4.646 já assistidos em todo Estado. Ainda em 2017, outras 1.693 pessoas terão acesso à água em mais 11 instalações, via o convênio entre União e Governo do Estado, onde a Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) é o órgão executor.

O valor investido, até o momento, é de R$ 4.351.181,16, recursos oriundos do Ministério da Integração Nacional e do Governo de Sergipe, para implantação de sistemas de abastecimento de água em 37 localidades rurais. Com a segunda fase concluída, serão ao todo 107 localidades, em 29 municípios sergipanos, recebendo água para consumo humano. Um investimento federal total de R$ 14,4 milhões, somado à contrapartida estadual de R$ 720 mil. “Serão mais de 5.000 famílias sergipanas beneficiadas com água própria para o consumo humano, residentes em povoações rurais distantes das redes convencionais de distribuição de água e selecionadas a partir de levantamento socioeconômico independente, licitado pela Cohidro”, argumenta o diretor-presidente da Companhia, José Carlos Felizola.

Segundo o diretor de Infraestrutura e Mecanização Agrícola da Cohidro, Paulo Henrique Machado Sobral, o número de localidades atendidas vai aumentando conforme os sistemas de abastecimento recebem a ligação da energia elétrica. “Hoje, a suma maioria das unidades estão prontas, faltando apenas a instalação elétrica, que é feita pelas concessionárias responsáveis. Feita a ligação, a empresa licitada para a instalação vai pôr os equipamentos, fazer testes e passar a fornecer água para a localidade”, explicou, informando que, além do Camboatá, os povoados onde a instalação se fez mais recentemente são no Assentamento Sepé Tiaraju, em Indiaroba e no Povoado Siribas, em Siriri, municípios a 100 e 34,4 km da capital, respectivamente.

Além do Camboatá, do Siribas e do Sepé Tiaraju, estão instalados e fornecendo água à população, os sistemas dos assentamentos 27 de outubro, 5 de Janeiro e Povoado Sítio Novo, ainda em Indiaroba; nos povoados Colônia do Sapé, Minante, Araticum e Assentamento Dorcelina Folador, em Itaporanga D’ajuda; Assentamento Caraíbas, povoados Curral dos Bois, Encruzilhada e Araticum, em Japaratuba; Povoado Currais, em Japoatã; povoados Quebradas III e Chã do Cabral, em Salgado; povoados Cambui, Bom Viver, Bonfim e no Assentamento Cleonice Alves, em Santa Luzia do Itanhy; Assentamento Caio Prado, em Estância; Povoado Rocinha, em São Francisco; povoados Touro e Canal, na Barra dos Coqueiros e no Povoado Flor do Mucuri, em Divina Pastora.

Crise hídrica

No início do ano, São Cristóvão, situado na Grande Aracaju, sofreu dificuldades com a crise hídrica em muitas das suas localidades, inclusive na zona urbana. Para tanto, nos primeiros dias de janeiro, a Cohidro perfurou três poços para dar suporte ao abastecimento de água potável do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), na sede municipal. Antes disso, em 2016, perfurou outro no Povoado Timbó, também para a SAAE. Desta vez é o Povoado Camboatá que passa a ter água para consumo humano. “O ‘Água para Todos’ custeia o poço e a instalação do sistema de abastecimento, com reservatórios e chafarizes em número suficiente para atender a população. Mas, como tem ocorrido em outras localidades; moradores, associações, ou então as prefeituras, estão se mobilizando para fazer o encanamento até as casas. O mesmo está acontecendo no Camboatá”, externou Paulo Sobral.

João da Conceição vive com a mulher, filha, genro e dois netos, no Camboatá. Ele é um dos que fez a ligação de água do sistema até a residência e comemora a melhoria. “Acho que melhorou muito. A gente pegava água para beber do poço do vizinho ali embaixo, trazia na carroça e quando ele não estava, não tinha como pegar. E para casa, a gente pegava no rio, para lavar prato, lavar roupa. Mas aquela água do rio está muito preta, não presta para lavar roupa, está contaminada, não tinha qualidade. Essa agora, a gente usa para beber, tomar banho, lavar roupa. Usa essa água para tudo, agora nós temos água boa, água de qualidade”, descreveu o morador há 2 anos no povoado.

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