Agricultores podem aderir ao Garantia-Safra até o dia 27

Até o final do primeiro prazo, 13.459 agricultores familiares fizeram a adesão ao Programa Garantia-Safra 2018/2019 em 23 municípios do alto e médio sertão sergipano

A coordenação Estadual do Programa Garantia-Safra, vinculada à secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), conseguiu junto ao Governo Federal, a prorrogação das inscrições até a próxima quinta-feira, dia 27. Com a Declaração de Aptidão (DAP) e documento de identificação em mãos, devem inscrever-se os agricultores que possuem renda familiar mensal de, no máximo, um salário mínimo e meio, e que plantam entre 0,6 e 05 hectares de feijão, milho, arroz, mandioca ou algodão. Até o final do primeiro prazo, 13.459 agricultores familiares fizeram a adesão ao Programa Garantia-Safra 2018/2019 em 23 municípios do alto e médio sertão sergipano, o que corresponde a 54% da cota do estado.

Segundo o responsável pela divisão de Crédito Rural da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), Deodato Lima Filho, a prorrogação do prazo para adesão ao programa foi solicitada pelo governo de Sergipe porque o quantitativo inicial de inscrições ficou abaixo do esperado. “A cota destinada a Sergipe é de 25 mil pessoas. Então, entendendo a necessidade de ampliarmos o alcance do seguro para que mais produtores rurais tenham acesso ao benefício, a Seagri enviou ofício à Coordenação Nacional do Programa, solicitando um prazo maior para as inscrições”, conta Deodato.

Preocupados com as alterações climáticas que historicamente têm provocado grandes estiagens em Sergipe, muitos produtores rurais não perderam tempo e já fizeram a adesão ao seguro agrícola, para se prevenir contra os possíveis prejuízos nas suas lavouras e a perda significativa da produção. O agricultor familiar Irineu Crispim, do Povoado Curral, em Simão Dias, foi um deles. “O produtor que tem a sua safra devorada pela estiagem vai ter esse garantia-safra para amenizar os seus prejuízos. Nós estamos tendo essa grande estiagem há uns dois ou três anos e acho que, provavelmente, nós teremos mais uns dois ou três anos nessa situação. Então é bom não arriscar”, disse. 

Também dona Gilda Silva, agricultora da Colônia Santa Rita, em Canindé de São Francisco, considera necessário aderir ao programa. “A gente vive aqui no sertão e tem muitos anos que não tem inverno, daí a gente ara a terra e planta, mas por conta da seca não temos retorno porque perdemos tudo. Por isso, a importância de participar do programa para termos, pelo menos, um dinheirinho de ajuda”, conta.

O secretário de Estado da Agricultura, André Bomfim, explica que o programa funciona como uma espécie de seguro, que garante ajuda financeira para pequenos agricultores que tiveram perda de mais de 50% da safra por conta da estiagem, através do pagamento de um benefício de R$ 850, dividido em cinco parcelas de R$ 170. “As adesão pode ser feita em qualquer escritório da Emdagro nos municípios. Os agricultores de reforma agrária devem procurar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ou a secretaria de Agricultura local. E os agricultores beneficiados pelo Programa Nacional de Crédito Fundiário devem se dirigir à Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe (Pronese), com sede na Seagri”, orienta o gestor.

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