Agreste registra redução em torno de 30% nos registros de roubos, furtos e homicídios

O resultado é fruto do planejamento estratégico da unidade aliado ao atendimento célere aos mais de 44 mil chamados

Um importante vetor de crescimento do estado é a Região Agreste. No tocante à segurança pública da região, o 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM) está atento ao crescimento da região e vem se preparando cada vez mais para atender a população. Com isso, a unidade, que tem sede em Itabaiana, registrou mais de 44 mil chamados em 2019. Como resultado dos atendimentos, o 3º BPM contabilizou quedas de 35% e de 28% na incidência de roubos e furtos; assim como reduziu em 30% os registros de homicídios no agreste do estado.

De acordo com o levantamento feito pela unidade, foram recebidas 44.278 ligações telefônicas durante todo o ano passado. Como resultado, houve uma queda de 35% na incidência de roubos em relação a 2016. Enquanto que naquele ano foram 1.285 casos, em 2019 foram 837 ocorrências. Já no que se refere a furtos, esse número foi de 743, em 2016; e de 534 no ano passado; representando uma redução de 28% na quantidade de furtos praticados na região.

Já dentre alguns dos principais fatores envolvidos na prática desses crimes, e que também tem relação direta com os homicídios, estão as armas de fogo e o tráfico de drogas. Desse modo, as ações do 3º BPM nas quase 200 mil abordagens resultaram na retirada de 84 armas de fogo irregulares e na apreensão de 194 kg de drogas. Assim, a unidade também registrou 849 prisões em flagrante, além de terem sido gerados 4.142 relatórios de ocorrência. No período também foram recuperados 541 veículos. 

A partir das ações policiais, com abordagens, apreensões, prisões e veículos recuperados,, o 3º Batalhão de Polícias Militar (3º BPM) registrou uma redução de 30% na incidência de homicídios registrados na área de atuação da unidade da Polícia Militar. Enquanto em 2016 foram 100 casos desse tipo de crime, no ano passado foram 70 ocorrências desse tipo. Destas, 81% tiveram como vítimas pessoas que possuíam algum tipo de envolvimento com ações criminosas.

O tenente-coronel Sidney, comandante do 3º BPM, explicou as estratégias adotadas pela unidade e que levaram aos resultados obtidos. “Com base nas estatísticas criminais, empregamos equipes nos locais com maior probabilidade de delito, e posicionamos as equipes de acordo com os locais e horários de maior incidência, e assim aumentamos o número de abordagens”, destacou.

“O aumento desses número [de apreensões e prisões], claro que com a integração com a Polícia Civil, está diretamente ligado a esse planejamento estratégico e as abordagens. Assim, tivemos redução nos números de furtos e roubos, que também contribuíram também para a redução de homicídios”, complementou.

Ronda Maria da Penha

A unidade policial também atua com a Ronda Maria da Penha, responsável pelo atendimento de 81 ocorrências apenas nos meses de novembro e dezembro. O atendimento a esses chamados resultou em 40 prisões decorrentes de violência contra a mulher na área de atuação do 3º BPM. Assim, doze mulheres estão sendo acompanhadas pela Ronda Maria da Penha em virtude de medidas protetivas concedidas pela Justiça em favor delas.

Projetos que melhoram a vida das pessoas

Além do trabalho policial visando combater a criminalidade, o 3º BPM desenvolve projetos sociais como o Agrevida. O projeto tem como objetivo aproximar a corporação da comunidade através da orientação acerca de temas socioeducativos, investindo em um trabalho educativo e preventivo no combate à violência e as drogas, com o foco em fortalecer os laços entre estudantes, professores, funcionários e a Polícia Militar.

Nesse projeto, que foi realizado em 85 escolas e em nove igrejas, foram alcançadas 25 mil pessoas em doze cidades. O Agrevida também realizou a formação de 1.190 agentes multiplicadores e também realizou a arrecadação de donativos em prol de desabrigados nas cidades de Coronel João Sá (BA) e de Malhador (SE). Outro projeto desenvolvido pela unidade é o Treinando e Formando Cidadãos, em que mais de 50 crianças participam de atividades esportivas como a prática do Judô.

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