Atacante deve se apresentar nesta segunda-feira para explicar supostas transações com o chefe do tráfico na Vila Cruzeiro, Fabiano Atanásio da Silva, o FB
Prestes a viajar para a Itália, onde se apresentará ao seu novo clube, a Roma, após uma semana de férias na região da Sardenha, o atacante Adriano mais uma vez terá de dar explicações à polÃcia sobre sua relação com traficantes. O jogador foi intimado a comparecer nesta segunda-feira, à s 14h, à 38ª DP (Brás de Pina) para explicar supostas transações financeiras com pessoas ligadas ao chefe do tráfico na Vila Cruzeiro (comunidade onde Adriano cresceu), Fabiano Atanásio da Silva, o FB.
A polÃcia investiga ainda duas fotografias onde o jogador aparece segurando armas, que segundo a sua assessoria de imprensa seriam de brinquedo, e fazendo o sÃmbolo de “CV (Comando Vermelho)” com as mãos. FB é apontado como mentor da execução do ex-diretor de Bangu 3, José Roberto Amaral Lourenço, em outubro de 2008, e autor do ataque, em 2009, que resultou na queda de um helicóptero da PM, matando três policiais.
Em abril, Adriano também teve de depor na 22ª DP, na Penha, após denúncia de que uma moto comprada por ele havia sido registrada no nome da mãe de Paulo Rogério de Souza Paz, o Mica, chefe do tráfico no Morro da Chatuba. A mãe do traficante sequer possuÃa carteira de motorista e, analfabeta, assinou o depoimento com a digital na época.
A nova convocação para depor acontece em função do nome do atacante aparecer em um inquérito que apura o tráfico de drogas na Vila Cruzeiro. Segundo a reportagem do jornal carioca “O Dia”, onde foram publicadas as citadas fotos na edição desta segunda-feira, o jogador se refere à comunidade, que se transformou em uma espécie de quartel-general do Comando Vermelho, como “spa”.
As fotos teriam sido tiradas na casa de Adriano na Itália, quando ainda defendia a Internazionale de Milão. Ao seu lado aparece o volante Yves, amigo do jogador e também criado na Penha. A assessoria de imprensa do “Imperador” alegou que a arma segurada pelo atacante é uma réplica usada para paintball, enquanto a arma nas mãos de Yves seria uma parte de um abajur que decorava a sala de Adriano. O chefe do Departamento de PolÃcia da Capital (DPC), delegado Ronaldo Oliveira, afirmou que as fotos serão investigadas.
O caso sobre a moto comprada para a mãe do traficante Mica também não está encerrado na 22ª DP. Há contradições nos depoimentos de Adriano e de um dos seus amigos, Marcos José de Oliveira, o que levou o delegado Jáder Amaral pedir mais tempo ao Ministério Público para concluir o inquérito. Ainda segundo o jornal “O Dia”, o empresário de Adriano, Gilmar Rinaldi, já sabia da intimação para o depoimento na 38ª DP e este teria sido um dos motivos que tornaram inviáveis a permanência do atacante no Rio.
Fonte: iG Rio de Janeiro