Projeto da Prefeitura de Aracaju é destaque na Mostra Brasil Aqui Tem SUS

Desenvolvido pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), o projeto Sons no SUS, da Prefeitura de Aracaju, foi destaque no XXXV Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Com o tema “Diálogos no Cotidiano do SUS”, o evento recebe, também, a 16ª edição da “Mostra Brasil Aqui Tem SUS”, que começou na terça-feira, 2 e segue até até esta sexta-feira, 5, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
O evento promove o encontro de gestores municipais de saúde, trabalhadores do SUS e de todas as esferas de governo, representantes de instituições ligadas à saúde pública e autoridades, com apresentação de experiências exitosas de Secretarias, para mostrar o SUS que dá certo em todas as regiões do país.
No Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, a Prefeitura de Aracaju apresentou a experiência exitosa do Projeto “Sons no SUS: a música como ferramenta de cuidado para os ambientes dos SUS Aracaju”. O projeto foi exposto por Samuel Andrade Rocha Silva, um dos integrantes do projeto, que é formado por quatro musicistas: Murilo Andrade, Samuel Rocha, Ellen Melissa Matos e Michael James Fontes.
“Não é show, não é concerto, nem tampouco terapia. O projeto Sons no SUS vem trazendo harmonia”. Esse é um trecho de uma das músicas autorais do projeto, uma maneira de explicar que o intuito é acolher. “A ideia é entrar nos locais atráves da música, tocar para os usuários que estiverem no momento. Não é terapêutico, porque um processo terapêutico não dura 30, 40 minutos, que é o tempo que a gente fica nos locais. Trabalhamos a partir de um pressuposto da Política Nacional de Humanização essa questão densa. A gente chega e tenta modificar o ambiente. É para mexer com os afetos, esse é o objetivo”, explicou o musicista Samuel Rocha. Com um repertório composto por aproximadamente 20 canções de diversos gêneros nacionais e, principalmente, nordestinos, o Sons no SUS é criterioso ao escolher as músicas que tocam a alma. “Pensamos em músicas que são da MPB e que são conhecidas pelas pessoas. Fazemos uma seleção e escolhemos as músicas, principalmente, a partir do que dizem as suas letras, o que pode provocar. Como a gente já entra tocando, não existe uma conversa, o meio é a música, então, todo o nosso diálogo, toda a nossa mensagem é através da música. Por isso é tão importante ter um cuidado a mais com a escolha das canções”, destacou o musicista.
Projeto Criado em 2012, o Sons no SUS utiliza a música como o único meio de comunicação e é através das canções que chega às Unidades Básicas de Saúde (UBS), Hospitais municipais (Fernando Franco e Nestor Piva), Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Centros de Especialidade Médicas (Cemar), entre outros órgãos públicos, com o único intuito de harmonizar os ambientes e estimular uma cultura de utilização da arte como elemento terapêutico. 
“Nós já chegamos aos locais tocando. Nossa identificação está na camisa que usamos e verbalizamos por meio das letras das canções. É assim que tentamos promover relaxamento, harmonização e um pouco mais de tranquilidade, seja para os usuários, como também para os funcionários das unidades que também não têm uma rotina fácil”, afirmou o coordenador do projeto, Murilo Andrade.
O Sons no SUS é um projeto desenvolvido por meio do Centro de Educação Permanente da Saúde (Ceps), da SMS. Neste centro, são trabalhados três eixos: Educação Permanente, Ensino-Serviço e o eixo Inovação em Saúde. E o Sons está inserido neste último eixo que aporta a criação de práticas de saúde pela ampliação da clínica, fomentando a dimensão subjetiva do viver a partir das conexões saúde, arte e educação.

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