Outubro Rosa é tema de encontro da Caixa de Assistência dos Empregados do Banese


II Encontro de Prevenção do Câncer de Mama e do Colo do Útero da Casse foi realizado no Museu da Gente Sergipana

 

Trabalhar a prevenção, de forma alegre e descontraída, foi o principal objetivo do II Encontro de Prevenção do Câncer de Mama e do Colo do Útero, promovido no sábado, 7, pela Caixa de Assistência dos Empregados do Banese (Casse). O evento aconteceu no Museu da Gente Sergipana e reuniu cerca de 120 associados da entidade. “Trabalhamos com o tema câncer na mulher, pois precisamos chamar atenção para a necessidade de prevenção da doença de uma forma em geral”, enfatizou Elda Rodrigues, diretora social da Casse.

O encontro foi iniciado com um café da manhã e uma apresentação do Coral Vozes do Banese. Logo em seguida, os participantes puderam dançar e movimentar o corpo com apresentação de Zumba, com a professora Sidlene Sena. E para finalizar o evento, foi realizada uma palestra educativa para debater e tirar dúvidas sobre o câncer de mama e de colo do útero, com o oncologista Michel Fabiano Silva Alves.

O oncologista apresentou vídeos e mostrou dados sobre a estimativa da doença no Brasil e no Mundo, e ainda esclareceu dúvidas sobre a retirada das mamas, a queda de cabelo e os mitos e verdades com relação à doença. “São 41 milhões de casos no mundo por ano sendo que um quarto das mulheres com menos de 50 anos possuem a doença. No Brasil, o câncer é principal causa de morte entre as mulheres. Dentre os fatores de risco para o câncer de mama estão: histórico familiar, idade, menarca precoce, menopausa tardia, primeiro parto tardio, tumor de mama ou ovário prévio, obesidade, sedentarismo, consumo de álcool, fumo, entre outros”.

De acordo com o oncologista, a principal detecção precoce não é o autoexame, mas sim o autoconhecimento da mulher com seu próprio corpo. “Se a mulher se conhece, se toca, ela vai saber se existe algo diferente em sua mama e com isso vai procurar um especialista. Atualmente a principal forma de detecção da doença é a mamografia. O Ministério da Saúde preconiza o exame em mulheres a partir dos 50 anos, a cada dois anos, porém, como muitas mulheres estão tendo câncer mais cedo, a Sociedade Brasileira de Mastologia afirma que a mamografia deve ser feita em mulheres entre 40 e 74 anos, anualmente”, ressaltou Michel Alves.

Segundo o Presidente da Casse, Marcos José, este é um momento de alertar os associados da Casse como forma de prevenção, levando informação de maneira descontraída e informativa. “A ideia é a prevenção, pois estatisticamente o câncer vem cada vez mais aumentando, então precisamos alertar a todos sobre a importância da prevenção para uma boa saúde”, frisou.

A aposentada Yolanda Pitangueira, 86 anos, é a funcionária mais antiga do Banese. Mesmo estando aposentada, ela sempre participa dos eventos da instituição e é integrante do Coral Vozes do Banese. “Me sinto bem quando participo desses encontros, pois revejo amigos e ainda me divirto. O assunto desse encontro é sério, fala sobre o câncer. Mas é de forma descontraída que também vamos ficar atentos e informados sobre a prevenção ao câncer. Esse evento está sendo maravilhoso para mim. O Banese é uma instituição muito importante na minha vida, foi a partir dele que construí a minha história”, disse dona Yolanda, que se aposentou há 24 anos, após 23 anos de atuação no Banese.

Os homens também participaram do encontro. Um deles foi Lúcio Flávio de Oliveira, que foi acompanhar sua esposa e a cunhada. “A iniciativa da Casse é essencial para melhorar a saúde das mulheres”, disse o convidado. “Nós homens também precisamos ficar em alerta, não só orientando as mulheres, mas fazendo o exame quando achar algo diferente com nosso corpo, pois homem, apesar de raro, também pode ter câncer de mama. Eu mesmo já fiz mamografia e quando comento que fiz muitas pessoas se espantam. Então a população precisa dessa orientação”, acrescentou.

Para a engenheira aposentada Eneide Correia Teixeira, o encontro é um momento de rever amigos e cuidar da saúde. “Tenho 34 anos de Banese e há dois anos estou aposentada. Estes eventos são importantes não só para o conhecimento em saber o que está surgindo de novo para poder melhorar nossa saúde e qualidade de vida, como também para reencontrar colegas de trabalho. O Banese foi essencial para minha vida e deu muita projeção em minha carreira”, afirmou.

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