Literatura de cordel é o novo Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro

Poetas, declamadores, editores, ilustradores (desenhistas, artistas plásticos, xilogravadores) e folheteiros (como são conhecidos os vendedores de livros) já podem comemorar, pois agora a Literatura de Cordel passou a ser Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. O título foi concedido por unanimidade pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional (Iphan) em um encontro que ocorreu nesta última quarta-feira (19), no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.

De acordo com portal do Iphan, apesar de ter começado no Norte e no Nordeste do país, o cordel hoje é disseminado por todo o Brasil, principalmente por causa do processo de migração de populações. Hoje, circula com maior intensidade na Paraíba, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Pará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. Em todos estes estados é possível encontrar esta expressão cultural, que revela o imaginário coletivo, a memória social e o ponto de vista dos poetas acerca dos acontecimentos vividos ou imaginados.

A literatura de cordel surgiu no século 19 e é caracterizada por versos e rimas impressos em folhetos simples, acompanhados de ilustrações. A leitura do texto é feita geralmente de forma cantada, tradição nascida entre os próprios cordelistas, que declamavam seus versos como uma canção para atrair compradores.

 

Por Stephanie Macêdo – Rede Alese

Com informações do Iphan

Foto: Wikimedia Commons

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