Talvez pela proximidade do período junino, o lançamento da programação do mês de Maio do Espaço Cultural Deputado Djenal Queiroz na Assembleia Legislativa de Sergipe foi marcado por muito forró e muito arrasta-pé. Artistas e o público seleto, que prestigiaram em bom número o evento, na noite dessa quarta-feira (17), entraram no “ritmo da zabumba” e ficaram contagiados com a apresentação musical do “Som do Buzão”, que colocou muita gente para dançar.

As exposições prosseguem no local até o dia 14 junho e o Espaço Cultural, na gestão do presidente e deputado Luciano Bispo (PMDB), é uma realização da Diretoria de Comunicação Social da Assembleia Legislativa, sob o comando do diretor Marcos Aurélio, e que tem a Curadoria de Ilma Fontes.

Espaço 1Além do grupo “Som de Buzão”, também expuseram seus trabalhos na Assembleia os artistas plásticos Ana Leite (Pinturas) e Ronaldo Lima (Esculturas), o repórter-fotográfico Dênio Moacyr (Fotografias), além da escritora e jornalista Sandra Natividade, que aproveitou o evento para lançar o livro “Profissional de Secretariado em Sergipe – Enfoques & Flashes”.

Abrindo a Exposição, a Curadora Ilma Fontes destacou, sobretudo, o “Mês das Mães”. “Estamos felizes com todo este público eclético aqui presente na nossa Mostra. A gente traz a música e a escultura que estimula os ‘olhos novos’, ‘olhos jovens’, que a gente quer que vejam as expressões de arte, como também valorizamos o público da crítica, dos consagrados”.

“A professora Sandra Natividade traz seu público aqui, valorizando a cultura do nosso Estado, a história de ‘Juju’ que iniciou a profissão de secretariado. São pessoas importantes para que a nossa história, a história desse lugar não se pulverize, não se perca. Estou falando de trunfos importantes que guardamos para este mês de Maio tão especial

Som de Buzão

Um dos integrantes da banda Som de Buzão, Tinho Marinho, saudou os presentes destacando que está no projeto há quase dois anos, mas que todos são músicos há cerca de 15 anos. “Iniciamos esse projeto através de uma necessidade cultural e financeira. No primeiro momento a gente queria saber como as pessoas iam reagir a este formato dentro do ônibus. Foi maravilhosa essa recepção e a gente foi se apaixonando por este clima dentro do veículo”.

Em seguida, ele colocou que eles passaram a descobrir necessidades e dificuldades que os passageiros do transporte coletivo atravessam. “Percebemos muita violência e clima hostil. Mas com um trabalho de educação social, nós conseguimos fazer com que essas pessoas se direcionem para a música, para a arte. Isso propicia aos passageiros esquecer um pouco do aperto, do calor e da tarifa alta que pagam”.

Demais

Com pinturas diversas, Ana Leite destacou o Espaço Cultural da AL. “Desde pequena eu descobri a pintura, seguindo os passos de minha mãe e, mais adiante, em um momento difícil da vida, ou eu pintava ou eu enlouquecia. Eu preferi pintar! Se um dia este espaço deixar de existir, ele leva junto o sonho de muita gente. Após sete anos de associação, faltava no meu currículo a oportunidade de vir a este espaço. Hoje é meu dia de glória por este oportunidade”.Espaço 2

Já o escultor Ronaldo Lima pontuou que seu trabalho procura sempre valorizar a cultura nordestina. “São 14 anos trabalhando com esculturas e material reciclado. Este é um espaço riquíssimo e muito visitado. É muito importante para a nossa cultura e Ilma Fontes é uma batalhadora em Aracaju na divulgação da nossa arte. A gente vê o empenho dela em vários espaços e eu a defino como ‘arte viva’”, reconheceu.

Por sua vez, o repórter-fotográfico Dênio Moacyr explicou seu interesse pela fotografia. “Durante dois anos eu atuei como cinegrafista. Foi daí que conheci a fotografia a fundo e me apaixonei. Passei três anos me preparando para uma exposição. Minha intenção é transmitir sempre alguma informação com uma imagem. Este é um espaço especial para os artistas sergipanos e a AL promove de uma forma mais abrangente”.

Sandra Natividade

Autora de vários trabalhos, a escritora Sandra Natividade lançou seu livro e disse que “como jornalista, eu tenho que ficar inteirada sobre muitas coisas. Os três livros anteriores tinham um viés mais religioso, falando sobre a denominação Batista. Daí guinamos para as academias: Literária de Vida (2013) e Aracajuana de Letras (2016). Estou sempre produzindo”.

“Este Espaço é magnífico! Há 10 anos que eu lancei meu primeiro livro e hoje tenho a alegria de poder voltar. Na abertura deste Espaço é comum para mim sempre vim prestigiar meus colegas artistas. Neste momento de valorização da cultura”, completou a jornalista e radialista Sandra Natividade.

 

Por Agência Notícias Alese

 

Foto: César de Oliveira