Vacina não reduz protocolos sanitários

A chegada da vacina no Brasil trouxe esperança e alívio para a população. No entanto, o início da vacinação não suspende os cuidados básicos para evitar transmissão do coronavírus. Segundo o  médico infectologista e professor da área de Saúde da Universidade Tiradentes, Matheus Todt, o tempo de reação e número de doses são algumas das razões para continuidade do uso de máscara, higienização das mãos e manutenção do distanciamento social.

“Definitivamente não se pode deixar de usar máscara porque foi vacinado. Para que a vacina atinja uma quantidade significativa da população (mais de 70%) e consiga frear a pandemia, demorará alguns meses. Até lá, a única forma de evitarmos a contaminação e possíveis óbitos são o isolamento social, o uso da máscara e a higiene adequada das mãos”.

Todt explicou também o porquê da vacinação priorizar grupos de risco, como idosos. Em Aracaju, o plano de vacinação segue as orientações do Ministério da Saúde e iniciou a ação de imunização por idosos institucionalizados e profissionais de saúde da linha de frente, ou seja, que trabalham em urgência de covid-19 e UTI.

“A infecção pelo SARS-CoV-2 é, na maioria dos casos, leve ou mesmo assintomática. Em alguns pacientes (cerca de 15%) podem ocorrer casos graves ou mesmos fatais. Esses pacientes são, em sua maioria, integrantes do chamado grupo de risco (idosos e portadores de doenças crônicas). Priorizar a imunização desse grupo significa proteger o grupo mais vulnerável e com maior risco de morte por covid-19”.

Orientação

O infectologista reforça que as vacinas disponibilizadas para o Brasil e para Sergipe são seguras e fala da importância de todos atualizarem o cartão vacinal. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde de Aracaju, até o momento, mais de 4 mil pessoas foram imunizadas, entre profissionais de saúde e idosos institucionalizados. A previsão para a primeira fase é vacinar 10.939 pessoas.

“As vacinas disponíveis são seguras e eficazes, portanto, é recomendado que todos sejam imunizados. Quanto maior a cobertura vacinal, maiores as chances de vencermos a pandemia”, finaliza.

Assessoria de Imprensa | Unit

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