Riscos à saúde são prevenidos pela Vigilância Sanitária nos estabelecimentos de Aracaju

Os bons resultados alcançados pela Vigilância Sanitária são fruto de um intenso e ostensivo trabalho de inspeção nos estabelecimentos comerciais de Aracaju. Diariamente, são feitas entre 30 e 40 vistorias realizadas por cerca de 60 fiscais, divididos em equipes. Esse trabalho, contudo, tem como intuito, além de orientar os donos dos estabelecimentos, garantir com que a população tenha acesso a serviços de qualidade e que os mesmos não sejam prejudiciais à sua saúde.
Desta forma, a Vigilância Sanitária, setor ligado à Secretaria Municipal da Saúde (SMS), é organizada por gerências nas áreas de: Saúde, dividida em estabelecimentos de grande complexidade, média e pequena complexidade; a de Interesse à Saúde, que trata de estabelecimentos como hotéis, escolas, academias, lavanderias e demais de uso coletivo como cinema, clubes, estabelecimentos que podem, eventualmente, não tendo adequação sanitária, provocar risco à saúde; a de Alimentos (dividida na parte animal e na parte comercial de modo geral); a gerência da Qualidade da Água, que realiza monitoramento diariamente para verificar o estado da água que chega nos prédios de órgãos, unidades e instituições municipais; e a do Meio Ambiente que atua em estabelecimentos que oferecem serviços de dedetização, fabricantes de produtos saneantes e serviços funerários.
A diretora da Vigilância Sanitária de Aracaju, Graça Barros, ressalta que o papel do setor se inicia no momento da abertura de firma. “Somos informados e liberamos a abertura através da Secretaria Municipal da Fazenda, sendo que, após a empresa dar início aos trabalhos, fazemos o retorno a ela anualmente. Caso haja algum tipo de denúncia com relação ao estabelecimento, podemos fazer várias visitas, intensificando o monitoramento”, afirmou Graça.
Um dos locais que passou por inspeção da Vigilância foi a filial de uma rede atacadista. Por lá, o trabalho de vistoria aconteceu apenas como medida de praxe, seguindo o cronograma de retorno das inspeções. O primeiro ato dos fiscais, assim que chegaram ao estabelecimento, foi a requisição dos documentos da empresa. “São verificados itens como, por exemplo, dedetização e limpeza de caixa d’água, e sempre uma pessoa responsável do estabelecimento acompanha os agentes para que sejam sanadas quaisquer dúvidas ou caso seja pedido algum outro tipo de documentação necessária”,esclareceu Graça Barros.
De acordo com o gerente de Alimentos e Serviços Veterinários da Vigilância Sanitária, Juliano Pessoa, todos os mínimos detalhes são importantes. “Além das questões de higiene, as equipes verificam os fluxos de trabalho. No caso dessa rede que fomos é uma empresa atacadista, mas também faz o comércio no varejo e alguns produtos também são manipulados, como carne, então, são observadas as forma de manipulação dos produtos, a rotulagem, o tipo de embalagem, a temperatura, existência de algum tipo de praga. Além disso, a forma de acondicionamento desses produtos no depósito, a forma do acondicionamento dos resíduos decorrentes dessa atividade também são chegadas. Dependendo da atividade, é verificado o manual de boas práticas, inclusive”, completou Juliano.
Conforme destacou Graça Barros, muitas empresas já deixaram de ser aprovadas na inspeção e as consequências são das mais diversas. “Quando identificamos alguma inadequação, no caso das mais críticas, interditamos o local no momento da inspeção. As que não são críticas, ou seja, que não põem em risco a população, damos um prazo de acordo com o que foi encontrado, por exemplo, um problema simples na estrutura física a gente dá 30 dias, na parte de higienização, 24 horas. Se não forem atendidas dentro do prazo, abrimos um processo administrativo. Esse processo de punição da empresa vai de uma advertência até a uma multa, dependendo de cada caso”, explicou a diretora da Vigilância Sanitária.
Graça Barros também frisou que a população tem papel fundamental no trabalho desenvolvido pela Vigilância. “É preciso que as pessoas saibam e entendam a necessidade de nos informar. Se o consumidor verificar, por exemplo, que uma carne está mal armazenada, pode e deve avisar à Vigilância através da Ouvidoria da Saúde (156) e vamos verificar isso imediatamente. Mesmo que tenhamos equipes e que nosso trabalho chegue a todas as regiões da cidade, não podemos estar em todos os lugares ao mesmo tempo, por isso a população tem esse papel importante, ela é os nossos olhos onde não podemos estar”, concluiu.

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