Primeira remessa de vacina contra covid-19 chega a Aracaju

Às 19h50 desta segunda-feira, 18, chegou a Aracaju a primeira remessa de vacinas contra covid-19 produzidas pelo Instituto Butantan, em parceria com o laboratório Sinovac. Inicialmente, a chegada estava prevista para as 12h desta segunda, mas, só após momentos de grande expectativa, as primeiras doses desembarcaram, no início da noite, no Aeroporto Santa Maria. Das doses enviadas para o Estado de Sergipe, 21.878 serão destinadas para a capital sergipana, e a Prefeitura de Aracaju iniciará a vacinação já nesta terça-feira, 19. 
Assim que saíram do aeroporto, as doses da vacina foram encaminhadas para a sede da Secretaria de Estado da Saúde (SES). 
“A chegada da vacina representa um momento histórico que Aracaju está vivendo, após quase 10 meses de pandemia e mais de 900 óbitos. A partir desta terça, iniciaremos a vacinação e pedimos à população, agora ainda mais, que tenha consciência, mantenha as medidas sanitárias para que possamos, o mais rápido possível, sair dessa pandemia”, frisou a secretária municipal da Saúde, Waneska Barboza, no momento da recepção às doses da vacina. 
De acordo com o Plano de Vacinação elaborado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), devem receber a primeira dose da vacina, nesta semana, 10.939 mil aracajuanos, entre trabalhadores da saúde, que estão na linha de frente do enfrentamento à pandemia, e idosos que residem em asilos ou abrigos. Estas mesmas pessoas receberão a segunda dose do imunizante de 21 a 28 dias depois. 
A secretária da Saúde de Aracaju esclareceu que, nesta terça-feira, a vacinação será iniciada no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) Governador João Alves Filho, por parte do Governo do Estado, e, logo em seguida, a Prefeitura iniciará o plano na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Fernando Franco, na zona Sul da capital. 
“Desde que sinalizaram a possibilidade de autorização das vacinas, viemos nos preparando, trabalhando com os hospitais, no intuito de que eles encaminhassem o nome dos seus colaboradores e o local de trabalho deles para que, nesse momento, pudéssemos fazer esse filtro e garantir, dentro do número de idosos que recebemos, que os trabalhadores mais expostos possam ser imunizados. À medida em que o governo federal encaminhar mais doses, ampliaremos a vacinação para os demais trabalhadores da saúde”, ressaltou Waneska. 
A secretária reiterou o alerta para os cuidados e destacou que ainda há um caminho significativo pela frente, o que demanda, além dos esforços do poder público, a colaboração coletiva. 
“Ainda não temos doses suficientes para vacinar a todos, ao mesmo tempo, e sabemos que, para criar uma imunidade coletiva, seria necessário mais de 70% da população imunizada de uma só vez. Como não temos essa possibilidade, precisamos reforçar que, mesmo aqueles que estão iniciando a vacinação agora, não podem abandonar os hábitos sanitários: o uso da máscara é obrigatório e deve permanecer, assim como a higienização das mãos e distanciamento. Somente quando tivermos o cenário de imunização suficiente dentro da nossa população é que teremos o controle da pandemia”, frisou a gestora. 

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