Prefeitura proporciona integração e lazer à pessoas com Síndrome de Down

Foi com o objetivo de proporcionar uma tarde de muito lazer, integração e troca de experiências entre pessoas com Síndrome de Down e suas famílias que a Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria da Assistência Social e Cidadania (Semasc), realizou na tarde de hoje, 21, um evento aberto ao público em alusão ao Dia Internacional da Síndrome de Down.

Com o tema “Minha Voz Minha Comunidade”, foram reunidas cerca de 150 pessoas no Parque da Sementeira para a realização de várias atividades lúdicas, oficinas e práticas esportivas que encheram crianças, jovens e adultos de alegria. A intensa movimentação foi possível porque foi criada uma grande rede de apoiadores como a Secretaria Municipal da Juventude e Esporte (Sejesp), Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Associação Sergipana dos Cidadãos com Síndrome de Down (Cidown), APAE. Todos juntos e empenhados em dar visibilidade à causa e mostrar que a Síndrome de Down não pode mais ser sinônimo de limitação.

“É necessário que a sociedade compreenda o assunto e que tenhamos políticas públicas para que as pessoas [com Síndrome de Down] tenham uma maior participação social. Nós precisamos criar mecanismos públicos de forma que haja essa integração, para que a cidade tenha qualidade de vida e possamos viver harmonicamente, sem discriminação”, pontuou o prefeito Edvaldo Nogueira, acrescentando que esta também foi a maneira encontrada para mostrar à população o desejo de retomar Aracaju como um lugar mais justo para todos os aracajuanos.

Como mãe de Mateus, uma criança de sete anos com Down, a vice-prefeita e secretária da Assistência Social e Cidadania, Eliane Aquino, fala com conhecimento de causa. “É preciso criar espaços para discutir com a população.  As pessoas com Síndrome de Down precisam ser incorporados na sociedade de modo real. Eles precisam de oportunidades para que possam ter autonomia”, pontuou.

Minha Voz Minha Comunidade

Com esse mote, foi discutida a necessidade de não só levar informação de qualidade à população sobre a Síndrome de Down, mas de também dar voz às pessoas, valorizar sua individualidade e estimular uma maior participação social e fortalecimento de vínculos.

“A ideia de trabalhar a voz dessas pessoas dentro da comunidade é para que as pessoas com Síndrome de Down possam falar não apenas com a família, mas com a sociedade em geral. As pessoas com deficiência vivem no mesmo mundo que as pessoas que não têm. Então, precisamos mostrar para o mundo que temos noção desse espaço que eles ocupam e que é necessário equidade.”, explicou o coordenador da unidade Centro-Dia, Murilo Oliveira.

Segundo o presidente da APAE, Max Santos Guimarães, o debate é de suma importância. “A sociedade carrega o preconceito, mais ainda por ser uma deficiência visível. Uma data como esta serve para que lutemos contra os paradigmas e as barreiras levantadas pela sociedade”, ressaltou. A APAE atende, em Aracaju, aproximadamente 190 pessoas com serviços relacionados à saúde, inclusão social e educação.

​​Com a morte do esposo, Maria José se viu responsável por Jorge, seu cunhado, que carrega os genes da trissomia. Mesmo sem nenhum laço de sangue, ela decidiu assumir a tarefa de criá-lo e não se arrepende. De cunhado, Jorge passou a ser um filho e sua companhia mais preciosa. Querido por todos, sempre sorridente, ele faz questão de estar por perto e ajudar em todos os momentos. Principalmente nas tarefas de casa.

“Mesmo com as dificuldades que passamos, Jorge é a nossa força e um dos grandes motivos que faz a gente ter vontade de continuar em frente. Ele é um homem doce, está comigo e eu sei que no dia em que eu não estiver mais aqui, terá sempre alguém ao lado dele.”

 

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