Prefeitura já interditou mais de trinta áreas públicas como forma de enfrentamento ao coronavírus

Desde o início deste mês, a Prefeitura de Aracaju, por intermédio das equipes da Defesa Civil de Aracaju e da Guarda Municipal de Aracaju (GMA), tem interditado áreas públicas como uma das medidas de enfrentamento ao coronavírus, na capital. Até o momento, 32 desses espaços já foram interditados, entre praças, calçadões e quadras esportivas de diversos bairros da cidade. 
Os órgãos trabalham de forma integrada e, de acordo com o secretário municipal da Defesa Social e da Cidadania, Luís Fernando Almeida, a ação é necessária como forma de se fazer cumprir o que está estabelecido em decreto. 
“Todas as medidas orientadas em decreto é com o intuito de resguardar a população o máximo possível. Sabemos que o número de casos do coronavírus iria aumentar, mas, o quanto mais pudermos trabalhar para evitar uma maior proliferação, assim faremos, mas é preciso que a população também se atente com relação a isso e colabore com o distanciamento e isolamento social”, ressalta Luís Fernando. 
Conforme o secretário, com o decreto governamental, foram iniciadas as inspeções e a colocação de placas de orientação, faixas e fitas zebradas. “A ideia é evitar aglomeração e o uso de equipamentos de ginástica que podem ser instrumentos de transmissão do vírus. Diariamente, seguimos uma programação de inspeção e, ao identificarmos novos locais em que a medida está sendo descumprida, as equipes vão ao espaço e realizam a interdição”, explica o secretário.
Entre as 32 áreas interditadas, estão locais como as praças da Imprensa, Tobias Barreto, Luciano Barreto Junior e o Calçadão da 13 de Julho, com bloqueio de quadras esportivas, além de outros pontos nos bairros Farolândia, Bugio e Grageru. 
Segundo o coordenador da Defesa Civil de Aracaju, major Silvio Prado, a interdição segue alguns critérios. “Temos 167 praças em Aracaju e temos como critério sempre os locais que estão descumprindo a medida. Recebemos muitas denúncias também e sempre vamos apurar”, explicou o major ao salientar que já houve casos de violação da interdição. “Desde que começamos a ação, registramos dois casos de violação do isolamento. Prestamos queixa e uma das pessoas foi identificada. O inquérito foi aberto pela Polícia Civil, que está apurando o que é considerado como crime contra a saúde pública”, frisou Silvio Prado.
Outro viés da ação está relacionado aos estabelecimentos comerciais. “Vistoriamos estabelecimentos comerciais, tanto os que não podem abrir e estão abertos, como também os que podem abrir, mas que não estão cumprindo as regras previstas em decreto. Então, realizamos a orientação ou mesmo a interdição, a depender do caso. O nosso trabalho é reforçar todas as medidas necessárias para manter a população o mais segura possível”, completa o coordenador da Defesa Civil. 

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