Mercado Thales Ferraz é destaque na Revista Viagem

Grande reduto da cultura sergipana, o mercado municipal Thales Ferraz foi destaque nacional da Revista Viagem, edição on-line do dia 24 de agosto. Na publicação, o mercado é citado como uma das oito melhores opções de mercados públicos do Brasil quando o assunto é comida típica. “Integrado a outros dois mercados municipais, o Antônio Franco, com foco em artesanato, e o Albano Franco, que abriga hortifrutigranjeiro, o Thales Ferraz é o mercado que acolhe a riqueza gastronômica de Aracaju”, destaca a reportagem.
Na revista, o mercado aparece em quinto lugar no ranking como melhor alternativa para a compra de produtos tipicamente nordestinos, a exemplo de farinhas, queijos, castanhas, ervas, manteiga de garrafa, doces, balas de jenipapo, pimentas e outras preciosidades sergipanas.
“Toda a vez que venho a Aracaju, visito o mercado Thales Ferraz. Aqui encontro produtos artesanais e típicos da região, restaurantes e bares, reunindo em um só lugar tradição, artesanato, e história”, disse a turista Rosângela Cruz.
Em sua edição, a Revista Viagem menciona ainda o Mercado Antônio Franco, dando destaque aos tradicionais itens de souvenir. Além disso, o boletim realça a ampla oferta de literatura de cordel no local. Para concluir, a matéria faz referência ao restaurante Caçarola, localizado no andar de cima do mercado, como uma boa alternativa para o almoço, evidenciando sua especialidade o “camarão na cueca”, feito com leite de coco, e o saboroso sururu.
“Uma das metas da Prefeitura de Aracaju, por meio da Empresa Municipal de Serviços Urbanos, é dar atenção especial aos mercados da capital. O governo municipal tem realizado uma série de ações”, destacou o presidente interino da Emsurb, Luiz Roberto Dantas.
História dos Mercados Centrais
Desde quando surgiu, em 1855, até o início do século XX, a cidade de Aracaju não possuía uma área de mercado central organizada. Os produtos comerciais que chegavam eram expostos no chão da avenida Ivo do Prado. Somente no governo de Graccho Cardoso (1922-1926), é que se efetivou a construção de um mercado dentro dos padrões de higiene e saúde pública instituídos na época. A inauguração do novo espaço recebe o nome de Mercado Antônio Franco, também conhecido na época como mercado modelo. O prédio era bastante imponente para o período e lembrava os grandes mercados de comércio do mundo.
A partir da década de 40, o Mercado Antônio Franco não comportava mais a quantidade de comerciantes e compradores de outros estados, assim como da capital e interior que frequentavam diariamente o lugar. A solução foi investir na construção de um novo prédio que atendesse adequadamente esta demanda. Surge então em 1948, o mercado auxiliar que recebe o nome do famoso industriário Thales Ferraz.
A partir dos anos 90, começa um projeto de revitalização do Centro Histórico com a valorização de alguns monumentos e edificações, além da restauração dos mercados centrais. É nesse mesmo período que é construído o mercado Albano Franco, vizinho aos dois anteriores e com uma arquitetura bastante diferenciada. Esse marca a terceira e última etapa de evolução do Centro Histórico. O projeto de restauração foi idealizado pela arquiteta sergipana Ana Libório, resultado de uma tese desenvolvida por ela durante curso de especialização na Bahia.

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