Edvaldo e secretários recebem comissão de médicos grevistas

O prefeito Edvaldo Nogueira recebeu, nesta terça-feira, 18, em seu gabinete, uma comissão do Sindicato dos Médicos para discutir a paralisação de parte da categoria. Acompanhado dos secretários André Sotero (Saúde), Carlos Cauê (Governo) e Jefferson Passos (Finanças), o prefeito discutiu com os sindicalistas sobre a necessidade de encerramento da greve, diante dos transtornos provocados. Como prova da sua disponibilidade para o diálogo, Edvaldo agendou um novo encontro com o sindicato para esta quinta-feira, 20. Atualmente, 162 médicos (dos quase 500 profissionais da área, que atuam no município) estão parados.

“A Prefeitura de Aracaju tem envidado todos os esforços para a regularização do pagamento dos servidores, incluindo os da Saúde. A gestão do prefeito Edvaldo Nogueira já pagou os salários de janeiro, fevereiro e março em dia, encontrou uma solução para o pagamento do salário de dezembro e regularizou o 13º salário, ambos deixados pendentes pela gestão passada. O ponto de divergência com os médicos é o salário de dezembro, objeto de negociação desde a primeira semana do governo. Já foram feitas, inclusive, diversas reuniões, como a de hoje na qual o prefeito recebeu a comissão do sindicato e ficou acertado que na próxima quinta-feira haverá uma nova reunião. A abertura do diálogo sempre existiu”, afirmou o secretário Jefferson Passos.

Ele ponderou que o país vive uma “grave crise financeira”, na qual o município está inserido, o que impede que haja qualquer tipo de tratamento diferenciado para os médicos que estão paralisados. O secretário ressaltou que as pendências relacionadas ao salário de dezembro não se restringem apenas aos 162 médicos que não aceitaram acessar a linha de crédito criada pela prefeitura, mas atinge um contingente de 30% dos servidores que não conseguiram receberam por esta operação.

“Vivemos grave crise financeira e não temos como viabilizar um tratamento diferenciado aos médicos, mas temos a abertura ao diálogo, aliás essa abertura sempre existiu, tanto é que o prefeito recebeu os médicos antes mesmo de qualquer outra categoria. Agora, a questão não se resume ao pagamento de 162 médicos. Dos 15 mil servidores da prefeitura, tivemos a adesão de 70% deles à operação de credito. Ou seja, 30% não aderiram e optaram por receber parcelado. Assim, não podemos dar um tratamento diferenciado para os 162 médicos que estão em greve, sem levar em conta os 3 mil servidores que estão recebendo o salário de dezembro de forma parcelada.  Qualquer proposta para o pagamento destes 162 médicos deve ser viável para todo o conjunto dos servidores que não tiveram acesso à operação de crédito”, explicou.

O presidente do Sindicato dos Médicos, João Augusto Oliveira, disse que foi importante a sinalização do prefeito para um novo encontro na quinta-feira. “Na reunião de hoje, nós apresentamos a nossa posição e a prefeitura fez as suas argumentações. O prefeito disse que iria amadurecer as ideias colocadas e marcou esta nova reunião”, afirmou.

Diálogo

Desde a primeira semana do seu governo, Edvaldo Nogueira tem estado aberto ao diálogo com os médicos. Só no mês de janeiro, o prefeito recebeu a categoria em duas reuniões. Com a deflagração da greve no dia 21 de janeiro, a gestão municipal manteve as negociações com os profissionais, recebendo os grevistas em várias ocasiões através dos secretários André Sotero e Jefferson Passos.

Adesão de 60% dos médicos

A operação especial de crédito criada pela prefeitura junto aos bancos públicos para pagamento integral dos salários de dezembro, deixados pendentes pela gestão anterior, teve a adesão de 60% dos médicos. Além disso, 100% destes profissionais receberam em dia os salários de janeiro, fevereiro e março. O 13º salário, que também não foi honrado pela administração anterior, foi pago integralmente a todos os servidores.

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