Deputado Adelson Barreto cobra medidas urgentes na luta contra o tabagismo

Preocupado com o número estarrecedor de pessoas adeptas do tabagismo, o deputado Adelson Barreto (PR), ocupou a tribuna da Câmara Federal para cobrar medidas mais duras a fim de garantir a diminuição do consumo de cigarros no país. De acordo com o parlamentar, o consumo de tabaco mata mais de sete milhões de pessoas por ano em todo o mundo e só no Brasil causa um prejuízo anual de R$56,9 bilhões.

Durante seu pronunciamento, o deputado comentou que a arrecadação de impostos no país com a venda de cigarros é R$ 12,9 bilhões, o que gera um saldo negativo de R$ 44 bilhões por ano. “Desse total, um montante de R$ 39,4 bilhões são gastos com despesas médicas e R$ 17,5 bilhões com custos indiretos ligados à perda de produtividade, causada por incapacitação de trabalhadores ou morte prematura”, disse Adelson, destacando que a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é a enfermidade relacionada ao tabagismo que gerou mais gastos ao sistema público e privado de saúde no último ano, seguida pelas doenças cardíacas.

Na oportunidade, Adelson chamou ainda a atenção para o tabagismo passivo comentando que as pessoas que fazem a inalação da fumaça, quando estão próximas de fumantes, podem contrair cânceres diversos, entre eles o de pulmão; acidente vascular cerebral (AVC) e a pneumonia.

“O tabagismo é a principal causa de mortes evitáveis no mundo. É preciso avaliar os custos do cigarro para a saúde, a economia e o impacto ambiental, já que o tabaco é uma ameaça para todos. Além de agravar a pobreza, reduz a produtividade econômica e polui o meio ambiente”, destacou o deputado, alertando que a indústria de tabaco, além de produzir e vender produtos que matam milhões de pessoas prematuramente, retira recursos das famílias que poderiam ser usados para alimentação e educação.

Adelson concluiu que o tabagismo é um problema mundial, mas a conscientização acerca dos males relacionados a ele só vem aumentando. Enfatizou que os governos precisam adotar políticas de Estado, de Nação, visando buscar estratégias de redução do uso do tabaco.

“Existe uma proposta de aumento de 50% no preço dos cigarros, o que implicaria redução de consumo, mas, se houver muito contrabando, não teremos o efeito que queremos com o aumento do preço e perderemos o controle da qualidade”, disse o deputado, ressaltando que os cigarros contrabandeados representam mais da metade do consumo no Brasil e não estão sob controle da vigilância sanitária.

Da assessoria parlamentar

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