Defensoria Pública alerta para as fraudes do Black Friday

Núcleo do Consumidor chama atenção para as fraudes da campanha que atraem milhares de consumidores durante a campanha

O Black Friday já começou e a divulgação de produtos com mais de 70% de desconto vem atraindo milhares de consumidores que desejam adquirir uma mercadoria por um preço que caiba no bolso, mas a Defensoria Pública do Estado de Sergipe, por meio do Núcleo do Consumidor, alerta para as fraudes da campanha.

O Black Friday é uma sexta-feira especial no mês de novembro depois do Dia da Ação de Graças que surgiu nos Estados Unidos para compras com grandes descontos em lojas comerciais. No Brasil, ela começa na última sexta-feira do mês e se estende até segunda-feira.

De acordo com a defensora pública e coordenadora do Núcleo do Consumidor, Elizabete Luduvice, muitas lojas aumentam os produtos com alguns meses de antecedência para baixar durante o Black Friday. “O consumidor deve se atentar ao preço anterior do produto divulgado pela loja há alguns meses e comparar com o preço atual durante a campanha. Recebemos alguns consumidores que reclamaram de descontos fantasmas e compareceram ao Núcleo para serem orientados sobre os seus direitos. Se uma TV, por exemplo, estava com o preço de R$ 2 mil há mais ou menos dois meses e hoje a loja estampa R$ 3,5 mil e abaixo promoção de R$ 2 mil é uma fraude. É preciso verificar se realmente a mercadoria está mesmo em promoção ou se é um chamariz para atrair mais compradores”, alertou.

Para a defensora pública, a queda exagerada nos preços pode gerar uma desconfiança do consumidor. “Há produtos que apresentam cerca de 80% a 90% de desconto, o que pode despertar o interesse do consumidor em investigar o preço anterior à campanha. Muitas vezes o consumidor é atraído pelo preço no momento e não se atenta ao preço que era anteriormente, fazendo com que muitos achem que está lucrando com a compra, o que não verdade não passa de uma farsa comercial”, disse Elizabete Luduvice.

As principais fraudes são aumento de preços fantasma, lançamentos de mentira, descumprimento na entrega de mercadorias, sites não confiáveis, mercadorias falsas, entre outros.

Cuidados

A defensora pública aconselha que é preciso que o consumidor pesquise os preços anteriormente e compare com os atuais no Black Friday. “O consumidor deve ficar atento aos preços, sites falsos e analisar os e-mails que muitas vezes são falsos e usam marcas conceituadas, por isso, acesse o site e o não o link do e-mail”, orienta Elizabete.

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