Belivaldo participa do encerramento da X Olimpíada Ambiental

Com o tema “Água Residual: O que fazer e como podemos reutilizar?, a décima edição da Olimpíada Ambiental contou com a participação de mais de 800 alunos de 26 escolas das redes pública e particular de ensino de Sergipe

Discutir o reaproveitamento das águas que saem das casas, das indústrias em forma de esgoto, além das águas pluviais, é o objetivo principal da X Olimpíada Ambiental que teve o seu encerramento nesta terça-feira, 17, no Teatro Tobias Barreto. A solenidade contou com a participação do vice-governador Belivaldo Chagas, representando o governador Jackson Barreto e de alunos e professores das escolas públicas e privadas.

Com o tema “Água Residual: O que fazer e como podemos reutilizar? A Olimpíada é uma realização do governo de Sergipe, por meio da secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos(Semarh), em parceria com a secretaria de Estado da Educação (Seed).

Para o vice-governador Belivaldo Chagas, a décima Olimpíada Ambiental representa o envolvendo de alunos, professores, a sociedade como um todo, para um assunto de extrema importância na atualidade, que é o cuidado com o meio ambiente.

“Um tema tão fundamental. É importante cuidarmos do meio ambiente para que não venhamos a sofrer mais a frente. Esse tipo de evento desperta o conhecimento e a necessidade, cada vez maior, de cuidarmos do meio ambiente para que não tenhamos prejuízo, como estamos tendo hoje. É o caso do Rio do São Francisco, que foi fruto do descaso de muitos anos do poder público. Desta maneira, é de extrema importância incentivar a utilização da água com olhar ecológico e a Olimpíada Ambiental mobiliza os grandes agentes do futuro: nossas crianças”, destacou o vice-governador.

Segundo o secretário estadual do Meio Ambiente, Olivier Chagas, a Olímpiada Ambiental já está no calendário consistente voltado para a educação ambiental. “Nós trabalhamos com um público de estudantes e de professores, juntamente com a comunidade escolar que tem se envolvido bastante. As escolas da capital, do interior, da rede pública e privada, com um tema tão atual e tão importante como é o do reuso da água. É muito gratificante estarmos participando de um evento como esse e com trabalhos belíssimos que foram apresentados e estão sendo premiados”, ressaltou o secretário.

O encerramento da X Olímpiada Ambiental contou com apresentações musicais, artísticas, declamação de poemas abordando a temática do meio ambiente e preservação. Além disso, os trabalhos vencedores foram premiados através de três categorias: I – Arte: II – Produção de Texto  e  III – Projetos.

Os trabalhos construídos pelos participantes foram avaliados visando os conhecimentos gerais acerca de questões e problemas ambientais do mundo atual como, também, valorizar o potencial criativo e cultural dos professores que já desenvolvem diariamente atividades inovadoras relacionadas ao cuidado com o meio ambiente. Os trabalhos foram apresentados na forma de Pintura, Escultura, Colagem, Cartaz, Maquete e Quadrinhos.

A relação das escolas com alunos classificados nas respectivas categorias e modalidades está disponível através do link.

Estímulo 

Um dos projetos premiados foi o da professora Elvira Susy Bittencourt Garção, do Centro de Excelência José Carlos de Souza, antigo Colégio estadual João Alves.  A professora relatou que o projeto apresentou várias interfaces. Uma delas foi o projeto ambiental, que desenvolveu a horta, jardinagem e áreas de convivências.

“Dentro da horta, fizemos um projeto de irrigação, utilizando a água dos ar-condicionados, que era desperdiçada. Foi um trabalho multidisciplinar, que envolveu as disciplinas de matemática, física, química, educação física, biologia e geografia. Numa participação extremamente efetiva dos alunos. Eles aprenderam sobre a questão da água, sustentabilidade, cuidados com alimentação, desde o cultivo com o solo até o produto final. Essa olimpíada possibilitou um estímulo. Os alunos e nós professores sentimos gratificados por sermos premiados. Além de estarmos realizando um trabalho importante de educação ambiental, esse evento é importante como incentivo para que os alunos vejam seus trabalhos sendo premiados. Desta maneira, eles vão continuar trabalhando e buscando sempre uma sociedade melhor e sustentável”, colocou a professora.

Já a sua aluna, Clarice Trindade Alves, do 1º ano do Centro de Excelência José Carlos de Souza, contou que estar envolvida no projeto de educação ambiental proporcionou um novo olhar para o tema. “Foi muito estimulante porque a gente se depara com o trabalho dos profissionais que atuam na área e um conhecimento a mais que a gente não tinha. Faz com que a gente se empenhe e se engaje mais para trabalhar em prol do meio ambiente. Todo mundo que se envolveu quis trabalhar mais e mais. O nosso projeto ficou entre os dez melhores. Isso foi realmente gratificante porque estudamos numa escola pública e não possuímos tantos recursos como outras escolas particulares, que têm mais subsídios para realizarem projetos deste tipo. Então, a satisfação é ainda maior”, revelou a aluna.

Olimpíada Ambiental

Criada para o público estudantil e professores das escolas públicas e particulares de Sergipe, a Olimpíada Ambiental tem como perspectiva motivar ações de caráter educativo, objetivando estimular a reflexão sobre questões e problemas relacionados ao meio ambiente. Nesta edição, o tema é a “Água Residual: O que fazer e como reutilizar?” foi trabalhado pelo público infantil, fundamental menor e maior, ensino médio, curso técnico e ensino superior.

A edição deste ano teve início com a abertura no dia 21 de março, no Teatro Atheneu, com a participação de mais de 800 alunos de 26 escolas das redes pública e particular de ensino de Sergipe. O evento visa estimular a reflexão sobre questões e problemas relacionados ao meio ambiente, principalmente com a preservação da água, bem cada vez mais escasso.

Presenças 

Estiveram presentes à solenidade o deputado e presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe, Luciano Bispo; a procuradora do Ministério Público Federal, Lívia Tinoco; a diretora do Serviço de Educação em Direitos Humanos da Seed, Josevanda Franco; o professor Dr. da Universidade Federal de Sergipe,  Rogério Carvalho; a representante do Banese, Mariana Amaral.

Comente: