Valadares Filho protesta contra diminuição do salário mínimo         

 

O deputado Valadares Filho (PSB-SE) ocupou, hoje (24/08), a tribuna da Câmara para protestar contra a diminuição do salário mínimo. “A redução do salário mínimo proposta pelo governo, para vigorar em 2018, vai atingir especialmente a população mais carente”, destacou o deputado.

Hoje, são 45 milhões os brasileiros que ganham um salário mínimo no país. Valadares Filho destacou que tal redução de valor vai atingir a renda dos aposentados e pensionistas que têm seus recebimentos vinculados ao salário mínimo.

Para Valadares Filho, não se sustenta a justificativa do governo federal, de um mínimo de R$ 969,00, em vez dos R$ 979,00, já anunciados, anteriormente.  Para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, o valor deve ultrapassar R$ 3.800,00, segundo cálculo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Para Valadares Filho, o país precisa continuar na trajetória de aumentar – além da inflação – o salário mínimo, a fim de que este cumpra seu papel: “Por isso, não tem cabimento o governo alegar que, com a projeção menor de inflação, não há motivos para manter a projeção anterior, que é apenas R$ 10,00 a mais que a atual”.

Para o deputado do PSB de Sergipe, ao adotar correção acima dos índices de inflação, o salário mínimo se tornou o principal responsável pela melhoria da qualidade de vida da população mais pobre. “Entendo que a política de corrigir o salário mínimo acima da inflação deveria ser mantida até que o valor atinja o necessário para cobrir as despesas básicas de uma família”.

Na avalição de Valadares Filho, a redução anunciada tem também a função de diminuir os gastos com a Previdência Social, pois, para alguns especialistas, cada um real de economia com o salário mínimo leva à redução de cerca de 32 milhões por mês nos gastos da Previdência Social; portanto, os R$ 10 a menos representam R$ 320 milhões de economia por mês. “Mas, mesmo com essa economia, a medida não é a mais indicada. Há outras formas de se economizar”, enfatizou.

Valadares Filho aponta como  outras opções para cobrir o déficit da Previdência,  a cobrança da dívida de grandes empresas que soma mais R$ 420 bilhões. “Só a JBS deve R$ 1,8 bilhão à Previdência Social”, destacou.

O deputado finalizou fazendo um apelo ao governo federal. “Peço ao governo que encontre outras formas para cobrir o rombo das contas públicas, seja cobrando as dívidas de impostos das grandes empresas, seja taxando as grandes fortunas, mas não tirando do trabalhador que ganha um salário mínimo que não é suficiente para cobrir nem um terço das despesas básicas de sua família”.

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