Sino da Esperança é inaugurado na Radioterapia do Huse

A coordenadora da Oncologia do Huse, Meire Jane Oliveira, ressaltou a importância de celebrar a vitória dos pacientes, além da conquista pela fila de espera zerada para a radioterapia

A partir desta sexta- feira (13), o badalar do sino na recepção da Radioterapia, localizada no Centro de Oncologia do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), unidade gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES),ecoará a vitória dos pacientes que concluíram seu tratamento radioterápico: é o Sino da Esperança, que foi lançado na unidade, e foi inaugurado pelo aposentado Antônio Alves Santos, 76, que concluiu o tratamento de 39 sessões de radioterapia contra um câncer de próstata.Um simbolismo de vitória por mais uma etapa vencida.

“Eu acho que isso representa pra mim uma alegria muito grande, por ser o primeiro paciente a marcar essa nova fase, um símbolo de esperança para outros pacientes. Acreditei no meu médico e venci, a força é nossa! Cada um assumiu a sua responsabilidade, e eu só tenho que agradecer, sou um vitorioso. A minha família da Oncologia do Huse me ajudou nessa conquista, eu sou grato a cada um deles”, declarou Antônio.

A coordenadora da Oncologia do Huse, Meire Jane Oliveira, ressaltou a importância de celebrar a vitória dos pacientes, além da conquista pela fila de espera zerada para a radioterapia. “Esse sino representa vitória, sucesso, conclusão de um tratamento de uma espera longa, representa o término da ansiedade de um paciente. Esse sino, além de simbolizar o final do tratamento dos pacientes, coincidiu de ser na semana onde a fila de espera por tratamento radioterápico zerou, então a gente tem mais motivos para bater esse sino da vitória, estamos radiantes. É o ponto de partida para outros pacientes lembrarem que tem cura sim, e continuar tratando com positividade”, enfatizou.

A dona de casa Aniete Maria Souza, 67, está tratando um câncer no intestino e ela se emocionou com o ecoar do Sino da Esperança. “Estou no final do tratamento e no acompanhamento com o médico, estou emocionada porque no início foi muito difícil pra mim. Tive um tumor no intestino, passei mal, me internei duas vezes, fiz cirurgia e já são 4 anos nessa batalha, então a gente se emociona, quando a gente passa por uma situação dessas, e a gente está bem, tem que chorar de emoção, só tenho que agradecer a Deus a minha vitória”, relatou.

A ideia do Sino da Esperança surgiu depois que o almirante americano Irve Le Moyne enfrentou o câncer, e ao término do seu tratamento de radioterapia. Ele pediu a seus médicos para colocar um sino no hospital, assim como era costume ter nos navios e era badalado em momentos importantes. A partir desse episódio, vários hospitais de todo o mundo começaram a colocar o seu próprio sino para que outros pacientes também pudessem comemorar o término de seus tratamentos. No Brasil, já são mais de 12 hospitais e clínicas que aderiram ao badalar do sino.

No Huse, o radioterapeuta Dauler de Souza, foi o idealizador da instalação do Sino da Esperança. “A ideia do Sino da Esperança começou nos Estados Unidos e os centros oncológicos de lá adotaram essa ideia para os pacientes comemorarem a vitória do tratamento e término da radioterapia, então a gente pensou em adotar essa ideia aqui na Oncologia do Huse, e dar mais força e esperança a outros pacientes. O senhor Antônio, fez o tratamento com a gente com 39 sessões diárias de tratamento (segunda à sexta), e ele sempre chegava muito feliz mesmo diante das dificuldades, abraçando todo mundo, muito sorridente, nunca perdeu a energia da vida, e ele é muito especial pra nós e um excelente representante para a inauguração desse sino”, destacou o médico. 

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