“Quem desvia recursos públicos é assassino”, observa coronel Rocha

Em um momento de total descrença com a classe política, a  população brasileira começa a defender o extremismo. Alguns eleitores inclusive, acreditam que a solução para os problemas enfrentados pelo País, sobretudo na área social seria a intervenção militar.

Assim, propensos candidatos ligados as forças de segurança ascendem nas intenções de voto. Em Sergipe, um nome que tem ganhado projeção, é o do coronel Rocha, policial da ativa que há 25 anos atua em todo Estado.

Nesta segunda-feira,13, em entrevista ao radialista Williame Lima, o coronel que está filiado ao Rede Sustentabilidade, declarou que realmente é pré-candidato ao cargo de deputado federal. Defendendo que a vida pública não deve ser mantida como carreira, Rocha disse acreditar que o momento é oportuno para transformações. ” Eu quero crer que a população irá analisar detalhadamente  cada candidato e ver o quanto cada um irá declarar em custos de campanha. O pensamento das pessoas tem começado a mudar”, observou.

Para o militar, a crise que atinge a nação não é só econômica, ela atinge outros segmentos. ” A crise é ética, administrativa, social, trabalhista. Não nos falta recursos, mas os hospitais registram enormes filas e a saúde pública está um caos. Temos recursos hídricos e minerais que nos colocaria em condições de potência mundial, mas a corrupção nos atrasa. Quem desvia recursos públicos é assassino”, ressaltou.

Indagado como irá se posicionar, o coronel disse que faz oposição, tendo em vista a não concordância com o modelo de gestão que atualmente é desenvolvido em nível estadual. “É preciso desenvolver uma política de segurança pública onde todos estejam integrados. A polícia não pode sera única a atuar  tudo nessa temática. Tem de haver uma intima relação com o Ministério Público, uma integração entre todos os poderes”, indicou.

Ao comentar a questão do monopólio das armas, que ganhou repercussão nacional após matéria exibida no Fantástico, o agente de segurança  defendeu  o fim do monopólio  das armas. ” Não podemos aceitar que nossa polícia trabalhe com artefatos sucateados. Precisamos de material de qualidade para combater o crime”, enfatizou.

 

Por Daniel Villas-Bôas

Da redação Xodó News

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