Governo realiza serviços de recuperação na ponte sobre rio do Sal

Mesmo com a inesperada variação da tábua de maré nos últimos dias, os serviços de recuperação da ponte sobre o rio do Sal, entre o bairro Lamarão, em Aracaju, e conjunto João Alves Filho, em Nossa Senhora do Socorro, prosseguem regularmente. A obra, iniciada em outubro, tem investimento do Programa Sergipe Infraestrutura no valor de R$ 1.008.001,59, e consiste na recuperação dos dez pilares de sustentação da ponte, dois passeios laterais, guarda-corpo, drenagem e iluminação.

Principal acesso entre as zonas Leste e Norte de Aracaju e o município vizinho, por onde transitam diariamente milhares de veículos de pequeno, médio e grande porte, a ponte possui 287,30m de extensão por 13 de largura, e pela primeira vez desde inaugurada está recebendo uma grande revitalização por parte do Governo do Estado.

Dentro do prazo

Segundo o Secretário de Estado da Infraestrutura e do Desenvolvimento Urbano, Valmor Barbosa, os serviços estão dentro do prazo estabelecido. “Mesmo com o recesso de fim de ano que a maioria das empresas de construção civil concede aos seus funcionários, e ainda as intempéries naturais ocorridas recentemente, já recuperamos todas as placas de um dos passeios, bem como seu guarda-corpo, aplicamos cimento nos locais danificados, realizamos a pintura e substituímos as instalações elétricas”, declarou.

Ele diz que nos próximos dias será iniciada a recuperação do outro lado do passeio. “Solicitamos 680 placas para os passeios a uma empresa terceirizada, porém, por conta da grande procura do produto no final do ano, recebemos apenas a metade da encomenda e tratamos de logo recuperar uma das passagens a fim de não prejudicar a travessia. Fizemos ainda a instalação das placas sinalizadoras de ambos os lados da ponte para orientar os pedestres e ciclistas a utilizarem apenas um dos lados. Lamentavelmente as placas foram furtadas por vândalos, mas a travessia pode ser feita tranquilamente por sobre um deles. Já fomos informados que nas próximas semanas receberemos o material e, a partir daí os serviços serão iniciados”, revela.

Ainda de acordo com Valmor Barbosa, a recuperação dos pilares de sustentação é o principal e mais complicado serviço a ser executado, e ocorre dentro do cronograma de ações. “A princípio eram apenas oito pilares a serem recuperados, contudo, durante a execução dos serviços preliminares, os profissionais especializados nesse tipo de obra constataram a necessidade de recuperar outros dois. Mesmo com a inesperada e constante variação da maré dos últimos 10 dias, dois pilares já foram completamente recuperados e nos oito restantes já foi feito lixamento e escariação”, explica.

Ele acrescenta que nos próximos dias serão realizados os procedimentos posteriores. “Além de dependermos da maré baixa e de ventos moderados, é necessário de três a quatro dias para que o pilar esteja pronto para receber a aplicação de um produto anticorrosivo e em seguida um outro à base de epox (substância que une a ferragem e o cimento) deixando os pilares protegidos e livres de outra oxidação. Feita a purificação dos resíduos, é executado outro lixamento, prepara-se uma nova base de cimento, e só então eles estarão completamente recuperados. Convém ressaltar que mesmo com os imprevistos ocorridos, os trabalhos serão finalizados muito antes dos 180 dias do prazo de execução firmado em contrato”, afirma.

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