Edvaldo: Governamos Aracaju com equilíbrio fiscal

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prefeito Edvaldo Nogueira detalhou, em entrevista, nesta segunda-feira (31), os esforços da sua administração para que Aracaju se tornasse a 1ª capital do Nordeste e a terceira do país em redução de despesas. Os índices positivos foram evidenciados pelo jornal Valor Econômico. Em comparação com o primeiro semestre do ano passado, a atual gestão da prefeitura de Aracaju diminuiu em 11,7% as despesas, o que prova o seu compromisso com a busca do equilíbrio fiscal. O índice de Aracaju é bem superior à média nacional (3,6%).

“Nós encontramos a administração de Aracaju no caos, numa situação muito difícil, pré-falimentar, com dívidas de R$ 540 milhões de curto prazo. Então, mediante muito esforço, decidimos reduzir, ao máximo, as nossas despesas. Com os pés no chão, desenvolvemos um trabalho de austeridade, que tem apresentado excelentes resultados.  Os dados divulgados pelo jornal Valor Econômico, com base em levantamento feito pela Secretaria do Tesouro Nacional, comprovam isso. Apenas duas capitais do Brasil reduziram as despesas mais do que a gente, sendo que no Nordeste, fomos a primeira.  Isso revela que estamos governando com equilíbrio fiscal”, afirmou Edvaldo ao iniciar a entrevista no jornal “Primeira Mão”, da rádio 103 FM.

O prefeito explicou que, entre as medidas tomadas nestes seis primeiros meses se destacam os cortes em 20% dos gastos com custeio, o que representa diminuição de até 90% com consultorias, redução nos gastos com passagens, locomoção, locação de veículos, além do corte de 50% nos cargos em cargos em comissão. “É a maior redução de gastos dos últimos tempos em Aracaju. Eu fui vice-prefeito de Marcelo Déda e prefeito posteriormente, e nós nunca conseguimos diminuir tanto assim. Para se ter uma ideia, da dívida que herdamos, nós já pagamos mais de R$180 milhões. Estou muito precavido”, ressaltou.

Salários em dia

Mediante esta política de organização financeira em todas as pastas, reconhecida nacionalmente, a atual administração, conforme informou Edvaldo, encontrou as condições para retomar o pagamento dos salários dos servidores em dia, honrar os compromissos com os fornecedores da prefeitura e recolocar os serviços básicos para funcionar.

“Nossa gestão mostra a nossa capacidade em administrar. O papel do gestor é definir prioridade e nós definimos. Primeiro cortar gastos, fizemos. Segundo pagar servidores, pagamos. Depois, melhorar a limpeza pública, melhoramos . Trabalhar para que a cidade volte a ter os seus serviços, assim está sendo feito, com limpeza de canal, tapa-buraco, ampliação das vagas nas escolas (de 27 mil alunos para 30 mil) e fornecimento da merenda, além de retomar o funcionamento dos postos de saúde e realizar obras”, destacou.

O gestor municipal pontuou que somente com pagamento de salários, a prefeitura injetou na economia aracajuana mais de R$ 600 milhões. “Nós pagamos dezembro e o 13º inteiro que estavam atrasados da gestão passada e estamos pagando dentro do mês os salários desde janeiro. Na última sexta-feira, já pagamos julho. Para se ter noção do nosso trabalho, é bom destacar que temos uma folha mensal de R$ 74 milhões. Se somar os nove meses (os sete meses da nossa gestão mais os dois atrasados que herdamos), você encontrará um total de mais de R$600 milhões. Em sete meses, nós pagamos nove salários”, reiterou.

Outro dado que revela a responsabilidade da atual gestão com o cidadão foi o incremento nos investimentos em Saúde. A prefeitura coloca no setor 17% do orçamento, valor acima dos 15% constitucionalmente estabelecidos. “Já começamos a melhorar a saúde. Estamos repondo os remédios, por exemplo. A nossa ideia é que as unidades básicas voltem a funcionar plenamente o mais breve possível. Estou muito satisfeito com o trabalho da secretária Waneska. Ela conhece o sistema e conseguiu unificar a equipe. Nós já estamos aplicando 17% da nossa receita liquida. Vamos trabalhar agora para que os recursos sejam aplicados de forma mais eficiente”, disse.

No entanto, ele pondera que a redução de despesas só não foi maior porque há um déficit na Previdência. “A Previdência é uma área que cresceu bastante. Foi um aumento de 19%. Todos os meses, nós temos que colocar R$ 15 milhões na Previdência”, informou.

Edvaldo alerta que não há previsão de aumento das receitas da prefeitura, uma vez que há uma crise econômica acentuada no país que soma a um quadro de instabilidade política. Por isso, assegurou ele, a política de redução de gastos será mantida no governo municipal. “Não há previsão de aumenta de receita e o que nós temos que fazer é cortar gastos. Ainda estamos no fio da navalha. Não está sendo fácil, mas estamos trabalhando. Fizemos reuniões e o corte foi em todas as secretarias. Assim, montamos nosso planejamento estratégico”, frisou.

Obras

Ao responder a um questionamento do apresentador André Barros sobre a realização de obras na cidade, o prefeito elencou a inauguração de uma escola no bairro 17 de Março e de uma praça no bairro Olaria, que já ocorram na atual gestão. Ele também informou que já há obras em curso, como a urbanização do loteamento Moema Mary e de ruas do bairro Japãozinho, além da reforma de praças e a construção da ligação entre os bairros Santa Maria e 17 de Março.

Ainda para este semestre, Edvaldo anunciou um programa de recapeamento das principais avenidas para ser iniciado em setembro e informou que aguarda a liberação de R$ 50 milhões da Caixa Econômica Federal que servirão de contrapartida para retomar até 20 obras na cidade.

“Tem que ter criatividade, compromisso e capacidade de gestão para melhorar a vida dos aracajuanos”, reforçou.

 

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